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Campus:
CAMPUS FORTALEZA
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Desenvolvimento Sustentável e Turismo Responsável no Ceará
Área Temática:
Saúde
Linha de Extensão:
Turismo
Data de Início:
18/05/2026
Previsão de Fim:
30/11/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
15
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
50
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
-
Programa Institucional
Nenhum
Modelo de Oferta da Atividade:
Semi-Presencial
Formas de Avaliação:
Participação
Frequência
Formas de Divulgação:
Redes sociais
Site institucional
Rádio
Jornal e TV
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Mirele da Silveira Vasconcelos
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Ana Kássia da Silva Ramos QUILOMBO DA SERRA D EVARISTO Integrante Sem vínculo Não 4 18/05/2026 30/11/2026
Carlos Eduardo Pereira Moura IFCE Integrante Discente IFCE Não 2 18/05/2026 30/11/2026
DIRCE FERNANDES DE MELO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Integrante Sem vínculo Não 4 18/05/2026 30/11/2026
Fabiana Bomfim da Rosa IFCE Integrante Discente IFCE Não 2 18/05/2026 30/11/2026
Gabriel Dantas de Oliveira IFCE Integrante Discente IFCE Não 2 18/05/2026 30/11/2026
Gabriele Gruska Benevides Prata IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 18/05/2026 30/11/2026
JANDIRA RIOS TURISMO NACIONAL E REGIONAL Integrante Sem vínculo Não 2 18/05/2026 30/11/2026
João Pedro Andrade Queiroz FOCOS ENERGY Integrante Sem vínculo Não 2 18/05/2026 30/11/2026
José Rodrigo Lopes de Souza IFCE Integrante Discente IFCE Não 2 18/05/2026 30/11/2026
KAREN BARBOSA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Integrante Sem vínculo Não 2 18/05/2026 30/11/2026
Lara Barbosa Feitosa Faernandes IFCE Integrante Discente IFCE Não 2 18/05/2026 30/11/2026
Lidiana Souza Correia Lima IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 18/05/2026 30/11/2026
Mirele da Silveira Vasconcelos IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 18/05/2026 30/11/2026
Monalize Gomes da Silva IFCE Integrante Discente IFCE Sim 10 18/05/2026 30/11/2026
MONARA UCHÔA SALVEM GUARAMIRANGA Integrante Sem vínculo Não 2 18/05/2026 30/11/2026
PEDRO DAVID VASCONCELOS ARAÚJO COLÉGIO ARI DE SA Integrante Sem vínculo Não 4 18/05/2026 30/11/2026
ROBERTA JEANE BEZERRA JORGE ROTARY CLUB EDSON QUEIROZ - LAFAVET-NPDM/UFC Integrante Sem vínculo Não 2 18/05/2026 30/11/2026
SAULO VITOR VASCONCELOS ARAÚJO COLÉGIO GURI SÊNIOR Integrante Sem vínculo Não 4 18/05/2026 30/11/2026
Silvia Pereira Lima IFCE Integrante Discente IFCE Não 2 18/05/2026 30/11/2026
Valzenir Pereira das Chagas IFCE Integrante Discente IFCE Não 2 18/05/2026 30/11/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
LAFAVET-NPDM-UFC (Academia Brasileira de Jovens Cientistas) Não
FOCOS ENERGY SPORT NUTRITION Não
SALVEM GUARAMIRANGA OFICIAL Não
FEIRA DE BATURITÉ Não
ROTARY CLUB EDSON QUEIROZ Não
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
A indústria do turismo tem se consolidado como uma importante fonte de geração de empregos, renda e crescimento econômico, sobretudo nas regiões interioranas do Brasil (CNC, 2025). Esse setor desempenha um papel fundamental no fortalecimento do empreendedorismo, no estímulo à inovação e na implementação de parcerias público-privadas, impulsionadas por políticas públicas e pela participação social voltadas ao desenvolvimento do turismo, especialmente em áreas rurais. As potencialidades e oportunidades que a atividade turística oferece são evidentes. Promover a cultura local e as riquezas naturais, ao mesmo tempo em que se vivencia o cotidiano do homem do campo, proporciona experiências únicas que caracterizam o turismo rural (MTUR, 2025). Essa modalidade abrange diversas formas, como ecoturismo, agroturismo, turismo cultural, pedagógico, esportivo, de aventura, ecológico e de eventos, consolidando-se como uma alternativa atrativa para quem busca experiências inovadoras e enriquecedoras. O turismo rural, em particular, favorece a conexão estreita entre o turista e o ambiente rural, fortalecendo a base local do turismo e trazendo impactos positivos ao criar empregos e gerar renda para as comunidades locais (SOUZA; KLEIN; RODRIGUES, 2019). Destacam-se como comunidades tradicionais, etnias indígenas, quilombolas, além de camponeses, agricultores familiares e povos serranos. Além disso, o turismo rural contribui para a preservação das paisagens naturais e valoriza atividades tradicionais como a agricultura, a silvicultura e a pesca, essenciais para uma gestão sustentável dos recursos naturais e para a conservação da biodiversidade (ANDRADE; MOREIRA; HORTÊNCIO, 2025; SANTOS et al., 2020; SANTOS, CAMARNEIRO; LIMA FILHO, 2024). Segundo Da Cunha e De Jesus (2020), o turismo sustentável envolve práticas que promovem o equilíbrio entre aspectos ambientais, sociais e econômicos, garantindo a conservação dos recursos naturais e culturais enquanto favorece o desenvolvimento econômico das comunidades locais. A participação comunitária é considerada fundamental na construção de um turismo responsável, pois assegura que as atividades reflitam os interesses e conhecimentos locais, fortalecendo a autoestima das comunidades e a preservação de suas tradições (ANDRADE et al., 2024). Nesse contexto, a teoria da economia criativa ressalta a importância de explorar e valorizar a cultura local como ativo para a geração de renda e fortalecimento da identidade regional (SALLES, 2022). Essa perspectiva reforça a necessidade de ações voltadas ao desenvolvimento de modelos de turismo ambientalmente responsáveis, socialmente justos e culturalmente sensíveis, promovendo a cultura, as artes, os patrimônios e as tradições locais (SOUZA, 2024; TEIXEIRA, 2024). O empreendedorismo no setor turístico possui um potencial transformador relevante, especialmente no Brasil, onde a diversidade de biodiversidade e tradições culturais oferece um ambiente propício para empreendimentos inovadores e sustentáveis. Esses negócios contribuem não apenas para o lucro, mas também para o desenvolvimento econômico, social e ambiental das regiões, promovendo uma integração equilibrada entre esses aspectos (BARROS, 2008). Desta forma, a combinação de práticas sustentáveis, valorização cultural e inovação empreendedora revela-se essencial para o fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento sustentável, especialmente em contextos rurais e regionais.
Justificativa
O projeto destaca a importância de atuar no Ceará, especialmente com membros de comunidades tradicionais de Fortaleza e de Maranguape e Maciço de Baturité, que possuem uma biodiversidade, cultura e tradições ricas, mas ainda carecem de ações estruturadas que potencializem a bioeconomia de forma sustentável. Essas áreas abrigam comunidades tradicionais, incluindo indígenas, quilombolas, agricultores familiares, pescadores e povos serranos, cujas histórias e memórias estão profundamente ligadas à cultura regional. Entretanto, o crescimento desordenado do turismo nesses locais representa uma ameaça, podendo causar impactos negativos ao meio ambiente e às práticas culturais, comprometendo a integridade dos recursos naturais e a identidade das comunidades. A minha formação e experiência estão integralmente alinhadas com o escopo do projeto e curso FIC propostos. Sou nutricionista e engenheira de alimentos, complementando essa base com um curso técnico em hotelaria (IFCE Fortaleza), especialização em Gastronomia e Fitoterapia. Desde 2009, minhas atividades têm se concentrado em pesquisas e projetos de extensão relacionados ao empreendedorismo e ao potencial de alimentos funcionais, plantas medicinais e PANCs (plantas alimentícias não convencionais) e saúde. Esses temas são integrados em perspectivas que abrangem a cultura alimentar, como a gastronomia, a produção e consumo conscientes e a Saúde Única. Ademais, meus projetos recentes focaram em etnobotânica de comunidades tradicionais, incluindo capacitações sobre bioeconomia, uso sustentável, conservação e preservação da biodiversidade, especialmente das espécies nativas. Este é parte de um projeto adaptado de uma pesquisa, cadastrado no SUAP via PRPI - Projeto PIBIC-FUNCAP - Desenvolvimento do Turismo Sustentável e Responsável em Comunidades Tradicionais. Ele integra ainda as linhas de pesquisa “Bioeconomia e desenvolvimento rural sustentável” e “Ensino colaborativo de culinária saudável e sustentável” do Nutringredientes Research Center do IFCE. Desde 2020, realiza ações de divulgação nas mídias sociais (@nutringredientes19 no Instagram, Facebook e YouTube). Diante desse cenário, o projeto se propõe a valorizar e fortalecer esses patrimônios culturais, artísticos e a sociobiodiversidade por meio de ações de mapeamento, capacitação e valorização artístico-cultural, com ênfase na gastronomia como manifestação autêntica da identidade regional. Além disso, busca estimular o empreendedorismo responsável, promovendo experiências de turismo vivencial que conciliem conservação ambiental com desenvolvimento econômico local de forma equilibrada.
Público Alvo
Comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, pescadores e povos tradicionais serranos), incluindo agricultores familiares, feirantes, empreendedores e jovens alunos de escolas públicas e privadas, e demais pessoas interessadas.
Objetivo Geral
Capacitar estudantes e comunidades tradicionais do Ceará para atuar no turismo sustentável, unindo hospitalidade, cultura alimentar cearense, fitoterapia e gastronomia regional aliada à conservação ambiental e ao bem-viver.
Objetivo Específico
1. Realizar expedições a fim de mapear e divulgar, por meio de vídeos populares, as potencialidades turísticas do Ceará, e das comunidades tradicionais, destacando as características culturais, artísticas e naturais locais. 2. Desenvolver programa de capacitação em turismo sustentável por meio da valorização das comunidades tradicionais, da sociobiodiversidade e das práticas histórico-culturais. 3. Realizar eventos de valorização da cultura e ações de preservação e conservação da bioversidade. 4. Realizar devolutiva social por meio de material didático/videos populares e/ou documentário.
Metodologia
O projeto apresenta uma iniciativa para desenvolver o turismo de forma sustentável, especialmente em Fortaleza, Maranguape e no Maciço de Baturité, envolvendo estudantes e as comunidades tradicionais locais a fim de valorizar tanto a cultura quanto o meio ambiente, com ações que vão desde o mapeamento das potencialidades turísticas até a capacitação de empreendedores da região. As potencialidades turísticas serão mapeadas e incluem características culturais e naturais, destacando atrativos turísticos, tradições culturais e práticas sustentáveis a fim de valorizar o conhecimento tradicional de povos serranos de Baturité, desenvolver a bioeconomia sustentável aliada à preservação da biodiversidade nesta região, contribuindo para o alcance dos objetivos do desenvolvimento sustentável (STELLA et al. 2025). O mapeamento será realizado por meio de expedições de campo, entrevistas com moradores para levantar informações sobre o que cada região pode oferecer em termos de turismo, focando em um desenvolvimento que respeite e valorize a cultura local e a sustentabilidade. Adicionalmente, serão criadas experiências de turismo sustentável (aventura/ecoturismo/vivências), permitindo que os visitantes interajam diretamente com as comunidades locais, conheçam e aprendam sobre suas tradições e modos de vida e seu patrimônio natural de uma maneira que respeite o meio ambiente e valorize a cultura local (MACHADO, 2019). Essa interação promoverá um entendimento mais profundo e significativo entre os turistas e os moradores, além de contribuir para a valorização e preservação das práticas culturais e naturais da comunidade. Neste processo pretende-se envolver professores, alunos de escolas públicas e/ou privadas, egressos do IFCE’s, além de fortalecer o pertencimento e a identidade da juventude local com o território. No que se refere ao fomento ao turismo sustentável, serão realizadas capacitações e palestras aos empreendedores do turismo sobre temas como economia criativa, marketing, inovação e empreendedorismo, design regenerativo em produtos e serviços sustentáveis, ecoturismo e turismo rural, além de oficinas gastronômicas de cardápios funcionais saudáveis e sustentáveis com a colaboração de especialistas na área. As capacitações serão alcançadas por meio de curso FIC com a valorização da sociobiodiversidade e das práticas culturais locais. Desta forma, o Curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) será ofertado como curso de extensão, voltado para a área de saúde e cultura, intitulado “Patrimônio Vivo do Maciço - Turismo, Agroecologia e Saúde”, com carga-horária de 160h, que fortalece a própria comunidade e a economia local, além de promover a preservação do patrimônio cultural, artístico e valorizar a sociobiodiversidade de forma sustentável e responsável. Será destinado a membros de comunidades tradicionais da região de Fortaleza, Maranguape e Maciço de Baturité, agricultores familiares, guias de turismo local, empreendedores serranos, alunos de escolas públicas e pessoas interessadas que tenham no mínimo o Ensino Fundamental I. Essas atividades visam capacitar os envolvidos e fomentar a conscientização sobre empreendedorismo e a importância da sustentabilidade nas práticas turísticas aliadas à saúde e bem-estar. Esse curso terá a colaboração de professores e alunos do Departamento de Turismo do IFCE Fortaleza, de Maranguape, e convidados como alunos do Time de Jovens Cientistas para a Sustentabilidade (IFCE/Guri/UFC), pesquisadores do Laboratório LAFAVET do NPDM-UFC, de profissionais das áreas de turismo, dentre outros convidados empreendedores e colaboradores que possam contribuir no projeto. Também será realizado evento cultural ou feira para valorização da cultura local e turismo, envolvendo o planejamento colaborativo com a comunidade, a definição de uma programação diversificada de atividades culturais e a organização de estandes para exposição e comercialização de produtos locais. A divulgação será feita por meio de campanhas em mídias sociais e outros canais locais, seguida de uma avaliação pós-evento para aprimorar futuras iniciativas. Será elaborado material didático e/ou documentário como devolutiva social visando a valorização da história e cultura dos povos serranos e/ou comunidades.