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Campus:
CAMPUS BOA VIAGEM
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
CIRCULANDO DIREITOS HUMANOS 2 : PALAVRAS COLORIDAS FALAM.
Área Temática:
Educação
Linha de Extensão:
Diversidade Étnico-racial
Data de Início:
23/02/2026
Previsão de Fim:
30/08/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
50
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
100
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
-
Programa Institucional
NEABIs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Boa Viagem
Madalena
Formas de Avaliação:
Participação
Relatório
Frequência
Trabalho em grupo
Debate
Trabalhos Escritos
Formas de Divulgação:
E-mail
Site institucional
Redes sociais
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Dario Pereira da Silva
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Breno Loiola Paulino IFCE Integrante Discente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Camila Angelo Jeronimo Domingues IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Dario Pereira da Silva IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 23/02/2026 30/08/2026
Delanne Cristina Souza de Sena Fontinele IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Denise Vieira Vasconcelos IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Erika Felipe de Albuquerque IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Fernando Éverson Ferreira Cavalcante IFCE Integrante Discente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Jessica de Paulo Rodrigues IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Leonardo Ribeiro de Barros IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Maria Isabella Fernandes Carvalho de Abreu IFCE Integrante Discente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Nathalia Almeida Alves IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Roselle dos Santos Silva IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Thales Siqueira Arrais IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/02/2026 30/08/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O projeto de extensão Circulando Direitos Humanos na Educação Fundamental tem como propósito levar a contação de histórias às escolas da zona rural de Boa Viagem. A iniciativa busca enfrentar a discriminação de gênero, sexual e étnico-racial, considerando suas interseccionalidades. Nos ambientes escolares, a violência se manifesta de diversas formas, e muitas vezes faltam espaços e preparo adequado para lidar com questões ligadas à identidade de gênero, à orientação sexual e às relações étnico-raciais e indígenas entre crianças. A ludicidade proporcionada pela contação de histórias abre caminhos para que esses temas sejam trabalhados de maneira sensível, estimulando reflexões sobre sentimentos, emoções e conflitos que vivenciamos ao reconhecer diferentes formas de existir e conviver no mundo. Com isso, o projeto pretende fortalecer a abordagem de gênero, diversidade sexual e relações étnico-raciais na educação básica, promovendo o reconhecimento dos direitos humanos e o respeito às diferenças.
Justificativa
O enfrentamento ao racismo no Brasil conta com importantes marcos legais e institucionais, como a Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (2003), o Estatuto da Igualdade Racial e, posteriormente, a implementação das cotas raciais no ensino superior (2012). Essas conquistas representam avanços significativos na luta contra a violência e a discriminação étnico-racial. No entanto, mesmo diante dessas medidas, a escola continua sendo um espaço onde práticas racistas se manifestam de diferentes formas. A reprodução de comportamentos historicamente enraizados reforça padrões de sociabilidade (Bourdieu, 2002) que podem tanto perpetuar quanto combater a violência. A diferenciação entre corpos, que estabelece fronteiras e hierarquias, contribui para a subalternização de sujeitos e sustenta estruturas resistentes do racismo. No contexto capitalista, essas dinâmicas se reproduzem de maneira sutil, alimentando desigualdades sociais (Almeida, 2008). Nesse sentido, o parecer CNE/CP003/2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, destaca que combater o racismo e as desigualdades não é tarefa exclusiva da escola. Ainda que a discriminação não tenha origem nesse espaço, ela atravessa o cotidiano escolar. Para que a escola cumpra sua função educativa, é essencial que se configure como um espaço democrático de produção e difusão de saberes, capaz de promover valores voltados para uma sociedade justa e igualitária. A escola, portanto, desempenha papel central na eliminação das discriminações e na emancipação dos grupos historicamente marginalizados, ao garantir acesso a conhecimentos científicos, registros culturais diversos e à racionalidade que orienta as relações sociais e raciais. Esses são objetivos fundamentais das diretrizes curriculares (Brasil, 2004). Diante dos desafios de construir ambientes escolares democráticos e inclusivos, torna-se urgente a implementação de uma educação antirracista, que favoreça a convivência social pautada no respeito às diferenças e na não violência. A escola é, por natureza, um espaço de disputas, contradições e conflitos, e por isso precisa promover encontros com diferentes saberes, modos de pensar e formas de viver (Gomes, 2009; 2012). Assim, utilizar a literatura como ferramenta pedagógica para crianças e adolescentes, além de estimular a leitura e a interpretação de textos, contribui para revelar as contradições presentes nos processos discriminatórios e nas desigualdades sociais. Essa prática também fortalece atitudes de rejeição a qualquer forma de violência ou discriminação e impulsiona a luta por direitos étnico-raciais.
Público Alvo
Estudantes da educação básica, ensino fundamental II, da zona rural da cidade de Boa Viagem e Madalena
Objetivo Geral
Promover reflexões e hábitos respeitosos sobre o ser humano e suas diferentes formas de agir, pensar e existir, especialmente associados a gênero, diversidade sexual e relações étnico-racias e indigenas, por meio de contações de histórias.
Objetivo Específico
Construir um espaço de reflexão, no contexto escolar, sobre nossos hábitos a respeito do direito de existir das pessoas, especialmente LGBTQIA+, Negras e Indigenas; Incentivar a oralidade por meio de diálogos sobre a temática de gênero, diversidade sexual; e relações étnicos raciais no contexto escolar. Promover espaços de sociabilidade, inclusão e expressões corporais; Incentivar a troca de experiências, contatos, atitudes colaborativas e respeitosa entre as pessoas envolvidas, docentes, discentes, comunidade; Contribuir para a discussão sobre Direitos Humanos para crianças e adolescentes tendo como foco a diversidade sexual, de gênero e relações étnico-raciais e indígenas.
Metodologia
Divulgar e Organizar grupos de discentes para atuar no projeto; Selecionar e discutir livros infanto juvenis com as temáticas étnicos raciais e suas interseccionalidades; Preparar oficinas de contação para formação de contadores de histórias; Divulgar o evento com a comunidade interna e externa; Organizar o espaço para as apresentações na escola; Realizar a apresentação nas escolas; Avaliar a ação.