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Campus:
CAMPUS ACARAU
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Turismo de Base Comunitária e Afroturismo: Construção Participativa na Comunidade Quilombola Córrego dos Iús, Acaraú - CE
Área Temática:
Cultura
Linha de Extensão:
Turismo
Data de Início:
23/03/2026
Previsão de Fim:
23/09/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
30
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
70
Local de Atuação:
Rural
Fomento:
-
Programa Institucional
NEABIs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Acaraú
Formas de Avaliação:
Participação
Reunião
Debate
Formas de Divulgação:
Áudio
Redes sociais
Entrega presencial de convites
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Danyelle de Lima Teixeira
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Andre Gustavo da Silva IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/03/2026 23/09/2026
Danyelle de Lima Teixeira IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 23/03/2026 23/09/2026
Maria Elisangela de Sousa IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 23/03/2026 23/09/2026
Maria Lidiane da Silva IFCE Integrante Discente IFCE Não 3 23/03/2026 23/09/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Associação Comunitária Córrego dos Iús Não
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O presente projeto visa oferecer capacitação em Turismo de Base Comunitária (TBC) como estratégia para a implementação e o fortalecimento da autonomia na Comunidade Remanescente Quilombola do Córrego dos Iús. Sob a ótica do Afroturismo, a iniciativa propõe uma imersão que transcende o lazer convencional, configurando-se como um ato de "escrevivência" no território. O TBC é compreendido como um modelo de gestão coletiva e organização do turismo fundamentado na efetiva participação comunitária (ICMBIO, 2018), onde a comunidade é protagonista de sua narrativa, de seu patrimônio e dos benefícios econômicos gerados. Complementarmente, o Afroturismo fundamenta a construção de experiências nas raízes históricas e culturais afrodescendentes, promovendo conexões com memórias, saberes, culinária e tradições que marcam a trajetória da população negra. No Córrego dos Iús, o turismo atua como ferramenta de salvaguarda da memória de figuras baluartes, como Maria Verçosa e Joana Grande, e de preservação do ecossistema local. O projeto busca estruturar a trilha "Cultura Quilombola e Ancestralidade", transformando saberes ancestrais e modos de fazer em ativos de resistência política e sustentabilidade socioeconômica.
Justificativa
A justificativa deste projeto reside na necessidade de instrumentalizar a comunidade para que a visitação turística não resulte em "exotização", mas em um processo de educação patrimonial e afirmação étnica. A valorização do perfil matriarcal e a visibilização da origem afro-indígena (famílias Verçosa, Sousa, Alves e Lopes da Silva) são fundamentais para o fortalecimento da autoidentificação quilombola. Além disso, a proposta busca honrar o legado educativo da Tia Paula, utilizando o turismo como extensão da educação quilombola, onde o "saber local" constitui o currículo principal oferecido ao visitante.
Público Alvo
Membros da Comunidade Remanescente Quilombola do Córrego dos Iús, em Acaraú/CE.
Objetivo Geral
Capacitar a comunidade do Córrego dos Iús para o planejamento, gestão e operação do roteiro "Cultura Quilombola e Ancestralidade", consolidando o Turismo de Base Comunitária como instrumento de geração de renda, valorização cultural e defesa permanente do território.
Objetivo Específico
Desenvolver a identidade visual e o conceito do projeto de turismo local de forma participativa; Capacitar condutores locais na narrativa do Afroturismo, com foco na ancestralidade e história oral da comunidade; Elaborar um plano de gestão coletiva para o Fundo de Defesa do Território, a ser mantido pela atividade turística.
Metodologia
A proposta será desenvolvida por meio de uma abordagem participativa e dialógica, valorizando os saberes da comunidade e respeitando o tempo coletivo de construção das ações. As atividades ocorrerão no período de 23/03/2026 a 23/09/2026, com encontros presenciais realizados no Ponto Cultural da Comunidade. Inicialmente, será realizada uma reunião de apresentação e mobilização comunitária (2h), com o objetivo de apresentar a proposta de implementação do Turismo de Base Comunitária (TBC), dialogar sobre as expectativas da comunidade e construir coletivamente o cronograma das atividades formativas. A capacitação será organizada em cinco módulos formativos, estruturados em diferentes modalidades pedagógicas, como oficinas, rodas de conversa, minicursos e atividades práticas, buscando integrar formação teórica e prática. Módulo I – Formação Comunitária: TBC e Segmentação Turística – Afroturismo Modalidade: Minicurso e roda de conversa Carga horária: 6 horas Este módulo abordará os conceitos fundamentais do Turismo de Base Comunitária e da segmentação turística voltada ao afroturismo, discutindo experiências brasileiras e refletindo sobre as possibilidades de desenvolvimento dessa atividade na comunidade. Desdobramentos: Após o módulo, será realizada uma dinâmica de identificação coletiva de potencialidades turísticas locais, registrando saberes, práticas culturais e elementos do território que podem compor futuras experiências de afroturismo. Módulo II – Identidade e Território Modalidade: Oficina participativa e rodas de conversa Carga horária: 8 horas Serão desenvolvidas atividades de mapeamento participativo do território, identificando pontos de interesse histórico, cultural, ambiental e gastronômico. Também serão discutidos aspectos da história do quilombo, o Decreto nº 4.887/2003, e a importância da autodefinição e do reconhecimento territorial para o fortalecimento da identidade comunitária e do afroturismo. Desdobramentos: Elaboração de um mapa coletivo de referências culturais e ambientais da comunidade, que servirá de base para a construção do roteiro turístico comunitário. Módulo III – Roteirização e Condução de Visitantes Modalidade: Oficina prática e atividade de campo Carga horária: 8 horas Neste módulo será trabalhada a estruturação de roteiros turísticos comunitários, bem como técnicas de condução de visitantes e interpretação do patrimônio material e imaterial. As atividades incluirão práticas na trilha e discussões sobre narrativas do território, histórias das famílias, modos de fazer e expressões culturais. Desdobramentos: Construção inicial de um roteiro piloto de visitação, definido coletivamente com base nos pontos identificados no módulo anterior. Módulo IV – Segurança e Hospitalidade Modalidade: Oficina prática Carga horária: 6 horas Serão apresentadas noções básicas de primeiros socorros em áreas naturais, além de orientações sobre hospitalidade comunitária, recepção de visitantes e elaboração de um Guia de Conduta do Visitante, alinhado aos princípios do Turismo de Base Comunitária. Desdobramentos: Elaboração participativa de protocolos de recepção e segurança, que orientarão o funcionamento do roteiro comunitário. Módulo V – Implementação do Roteiro Comunitário Modalidade: Atividade prática e avaliação participativa Carga horária: 8 horas Este módulo será dedicado à realização de testes piloto do roteiro turístico, com simulações de visitação, avaliação coletiva das experiências e identificação de ajustes necessários. Desdobramentos: Ajustes finais do roteiro turístico comunitário; Sistematização das experiências desenvolvidas durante a formação; Avaliação: Rodas de conversa após cada módulo para ajuste das ações conforme a realidade local.