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Campus:
CAMPUS CRATEUS
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
CAMINHOS DA INCLUSÃO E CERTIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO FAMILIAR
Área Temática:
Tecnologia e Produção
Linha de Extensão:
Arranjos produtivos locais - APLs
Data de Início:
31/03/2026
Previsão de Fim:
30/03/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
60
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
300
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
Captação de recursos externos
Programa Institucional
-
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Crateús
Formas de Avaliação:
Participação
Questionário
Relatório
Frequência
Reunião
Formas de Divulgação:
Áudio
E-mail
Folder
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Valdenio Mendes Mascena
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Felipe Lima Rodrigues IFCE Integrante Técnico Administrativo IFCE Sim 6 31/03/2026 30/03/2027
Sara dos Santos Cabral IFCE Integrante Discente IFCE Sim 6 31/03/2026 30/03/2027
Sarah Allane Sousa Oliveira IFCE Integrante Discente IFCE Sim 6 31/03/2026 30/03/2027
Valdenio Mendes Mascena IFCE Coordenador Docente IFCE Sim 6 31/03/2026 30/03/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar – SEAB do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) Sim Termo de execução descentralizada 23293.000433/2025-89
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 700.0
Diárias - Pessoal Civil 600.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 415321.91
Passagens e Despesas com Locomoção 277475.3
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 3232.76
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 1000.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O projeto “Caminhos da Inclusão e Certificação da Produção Familiar” nasce do reconhecimento da importância da agricultura familiar para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Nordeste brasileiro. Em uma região onde milhões de famílias dependem diretamente da produção rural para garantir renda, segurança alimentar e permanência no campo, fortalecer os empreendimentos da agricultura familiar significa também fortalecer os territórios, as economias locais e a identidade cultural das comunidades rurais. Nesse contexto, o projeto busca promover processos de formação, articulação institucional e valorização da produção familiar, contribuindo para ampliar o acesso dos agricultores a políticas públicas e a novos mercados. O presente projeto tem como objetivo a implementação de ações conjuntas de formação e mobilização territorial, por meio da realização de seminários técnicos, oficinas de diagnóstico participativo, palestras, reuniões técnicas, visitas técnicas e um Curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) de 40 horas. Essas atividades buscarão capacitar gestores públicos, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, associações, cooperativas, sindicatos rurais, entidades de assistência técnica e extensão rural (ATER), povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária e agricultores familiares em estratégias voltadas à inclusão sanitária, ao acesso ao Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF) e ao uso do sistema Vitrine da Agricultura Familiar. A proposta pretende contribuir para a regularização sanitária dos empreendimentos da agricultura familiar, valorizando seus produtos, ampliando suas oportunidades de comercialização e fortalecendo a identidade dos produtores nordestinos. As ações serão realizadas nos estados do Nordeste brasileiro, em territórios a serem definidos em articulação com a Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SEAB-MDA), considerando as dinâmicas produtivas locais e as cadeias produtivas estratégicas da agricultura familiar. Para ampliar o alcance das atividades e fortalecer o processo formativo, os eventos serão realizados em parceria com instituições da Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia presentes na região, além de organizações e entidades que atuam no apoio à agricultura familiar. Coordenado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – Campus Crateús, o projeto busca integrar ensino, pesquisa e extensão em uma proposta que aproxima o conhecimento acadêmico das realidades vividas no campo. Ao promover formação técnica, difusão de tecnologias de produção e acesso a instrumentos de certificação e valorização da produção familiar, a iniciativa pretende contribuir para o fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar, ampliar as oportunidades de inserção em mercados institucionais e privados e impulsionar o desenvolvimento rural sustentável no Nordeste brasileiro.
Justificativa
A região Nordeste é de grande relevância para o Brasil, abrigando a segunda maior população regional do país, com uma bagagem cultural heterogenia e ampla extensão territorial e que vem através da produção agropecuária familiar, historicamente contribuído para segurança alimentar e nutricional do país bem como para construção de uma identidade socioeconómica nacional. O território é composto por nove estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, é o terceiro maior em extensão, com um pouco mais de 1.5 mil km², representando 18,2% da geografia nacional. Os biomas dominantes são o Caatinga (54%) e o Cerrado (29%). O clima predominante em cerca de 63% da área é o semiárido. De acordo com o Censo Demográfico de 2022, a população do Nordeste é de aproximadamente 54,7 milhões de habitantes, representando cerca de 26,9% da população total do país. Dessa cerca de 27% vivem no meio rural, onde a agricultura familiar e outras atividades ligadas ao campo são preponderantes (IBGE, 2017). A agricultura familiar representa a forma predominante de produção agropecuária no Nordeste Rural, com mais de 1,8 milhão de estabelecimentos. Do total de trabalhadores na agricultura familiar brasileira, aproximadamente 46,6% estão no Nordeste, gerando ocupação para cerca de 4,7 milhões de pessoas. Esses estabelecimentos são ainda responsáveis por uma parcela substancial da produção de alimentos básicos, para os nordestinos, como mandioca, feijão e milho, frutas, hortaliças e proteína animal essenciais para a segurança alimentar e nutricional (IBGE, 2017; CONTAG, 2024). O IPEA destaca ainda que alimentos produzidos por esse setor integram a lista da sexta básica e podem gerar divisas econômicas, em nada inferiores a produção em estabelecimentos não familiares, argumentação fortalecida pelos dados do censo agropecuário de 2017 que identificou a geração pela produção familiar de mais de R$ 21 bilhões sendo: R$ 6 bilhões animais de grande porte (bovinos), R$ 3,68 bilhões nas lavouras temporárias e R$ 2,24 bilhões nas lavouras permanentes (IBGE, 2017; IPEA, 2021). A agricultura familiar global é um pilar essencial para a produção de alimentos, segurança alimentar, enfrentamento às desigualdades sociais e da pobreza (ONU, xxx). Os dados acima demonstram que essa importância é vivenciada no Nordeste Brasileiro. Contudo, para que uma agricultura familiar nordestina continue prosperando é fundamental que incremente: a comercialização via políticas de compras institucionais, participação em feiras e alcancem mercados consumidores crescentes em demandas por alimentos seguros, éticos e de qualidade. Os acessos a esses novos mercados dependem consideravelmente de um processo de inclusão sanitárias e certificação da produção, não é apenas como estratégia para melhorar a competitividade da agricultura familiar, mas também como garantia de qualidade alimentar e segurança para saúde pública. Nesse contexto, ações de promoção a regularização sanitária dos empreendimentos da agricultura familiares, acesso a certificações como Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF) e ao sistema Vitrine da Agricultura Familiar, fortaleceriam a identidade dos produtores, garantiriam de qualidade e segurança aos consumidores resultando na valorização econômica fortalecimento de uma agricultura familiar. Ao mesmo tempo em que proporcionará aos territórios meios de alcançarem os objetivos de desenvolvimento sustentáveis chaves entre eles: Erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável e redução das desigualdades sociais. Diante do exposto ao IFCE assumir ações de extensão acadêmica para qualificação de gestores públicos, movimentos sociais, sindicatos rurais, entidades de ATERs, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária e agricultores familiares, em estratégias de inclusão sanitária e certificação dos empreendimentos familiares, a instituição está efetivando a sua Visão de " ser referência no ensino, pesquisa, extensão e inovação, visando à transformação social e ao desenvolvimento regional". Salienta-se que nas nossas 33 unidade já temos alunos/as regulares que agricultores/as familiares ou filhos/as que serão diretamente beneficiados pela ação. Estaríamos também proporcionando a participação, na condição de bolsista, alunos/as regularmente matriculada, o que será uma vivencia rica para sua formação acadêmica e profissional.
Público Alvo
O Público-alvo serrão gestores públicos, movimentos sociais, sindicatos rurais, entidades de ATERs, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária e agricultores familiares, dos estados dos 09 estados do Nordeste.
Objetivo Geral
Promover o desenvolvimento rural sustentável Nordeste Brasileiro através da capacitação de gestores públicos, movimentos sociais, sindicatos rurais, entidades de ATERs, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária e agricultores familiares em estratégias de regularização dos empreendimentos familiares junto aos órgãos sanitários, com foco na inclusão sanitária, no Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF) e no sistema Vitrine da Agricultura Familiar, fortalecendo a identidade dos produtores e gerando sua valorização económica.
Objetivo Específico
• Realizar 04 oficina técnicas estaduais para 40 pessoas cada, com a temática estratégia de regularização dos empreendimentos familiares, inclusão sanitária, Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF) e sistema Vitrine da Agricultura Familiar. Realizar 01 curso fic de caráter interestaduais para até 40 pessoas cada, com a temática estratégia de regularização dos empreendimentos familiares, inclusão sanitária, Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF) e sistema Vitrine da Agricultura Familiar.
Metodologia
O projeto adotará uma metodologia pedagógica focada na construção coletiva e participativa do conhecimento, respeitando o nível de escolaridade dos produtores, com uso de ferramentas ativas, apoio e facilitação da equipe técnica. Ações e Etapas de Implementação (i) Produção de material didático informativo (ii) Formação e organização nos Estados Realização de 04 seminários técnicos, uma em cada estado do Nordeste no formato presencial, com duração de 16h e para até 120 participantes, totalizando um número de 480 alunos/as. O público-alvo será formado de gestores públicos, movimentos sociais, sindicatos rurais, entidades de ATERs, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária e agricultores familiares. (iii) Monitoramento e avaliação Realização de um seminário regional de culminância das atividades, com objetivo de avaliar as atividades do projeto e divulgar os resultados e experiências exitosas, Área de Abrangência e Período de Realização As atividades serão realizadas nos 09 estados da região Nordeste, com duração de 12 meses, podendo ser aditivado conforme identificação de necessidade pelos parceiros e disponibilidade de recursos orçamentários.