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Campus:
CAMPUS CAMOCIM
Tipo da Ação:
Evento
Título:
Milho e Macaxeira: Resistência, Identidade e Território
Área Temática:
Educação
Linha de Extensão:
Cultura Alimentar
Data de Início:
24/04/2026
Previsão de Fim:
24/04/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
35
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
150
Carga Horária de Execução do Evento:
8
Local de Atuação:
Urbano
Fomento:
-
Programa Institucional
Programa Proext/PG
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Camocim
Formas de Avaliação:
Participação
Frequência
Reunião
Trabalho em grupo
Debate
Formas de Divulgação:
Redes sociais
Folheto
Convite
Atividades Realizadas:
Encontro
Exposição
Mostra
Apresentação
Nome do Responsável:
Maressa de Carvalho Mesquita
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Alba Valeria de Oliveira Barbosa IFCE Integrante Técnico Administrativo IFCE Não 1 24/04/2026 24/04/2026
Ana Clara Alvares von Linde IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 24/04/2026 24/04/2026
Fladia Carneiro da Costa IFCE Integrante Docente IFCE Não 1 24/04/2026 24/04/2026
Francisco Deivison Rodrigues IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 24/04/2026 24/04/2026
Icaro Moreira Monteiro IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 24/04/2026 24/04/2026
José Wilason de Araújo Carvalho IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 24/04/2026 24/04/2026
Luana de Vasconcelos Costa IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 24/04/2026 24/04/2026
Maressa de Carvalho Mesquita IFCE Coordenador Docente IFCE Não 1 24/04/2026 24/04/2026
Rafael Freitas da Costa IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 24/04/2026 24/04/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
A proposta “Milho e macaxeira: alimentos de resistência, identidade e território” consiste em uma atividade de extensão que articula reflexão crítica e prática gastronômica, tendo como foco dois alimentos estruturantes da formação alimentar brasileira. A ação busca promover o reconhecimento do milho e da macaxeira como elementos centrais na construção histórica, cultural e social do país, especialmente nas matrizes afro-indígenas. A atividade será desenvolvida junto a estudantes do curso de Gastronomia, integrando momentos teóricos e práticos, culminando na elaboração de preparações culinárias que expressem identidade, território e resistência cultural. Ao aproximar saberes acadêmicos e saberes populares, a proposta contribui para a formação crítica dos participantes e para a valorização da cultura alimentar brasileira.
Justificativa
A presente proposta justifica-se pela necessidade de problematizar e ressignificar o lugar de alimentos tradicionais na sociedade contemporânea, especialmente em um contexto marcado por desigualdades sociais, culturais e alimentares. Em nível mundial, observa-se um crescente movimento de valorização das culturas alimentares locais e da soberania alimentar, em contraposição à homogeneização imposta pela globalização dos sistemas alimentares. No Brasil, essa discussão ganha contornos específicos diante da herança colonial, que historicamente desvalorizou alimentos e práticas alimentares de origem indígena e africana. No contexto local, especialmente na região Nordeste, o milho e a macaxeira desempenham papel central na alimentação cotidiana, na agricultura familiar e na cultura popular. No entanto, ainda persistem discursos que inferiorizam esses alimentos, reforçando estigmas sociais e contribuindo para o apagamento de identidades culturais. No âmbito institucional, o IFCE, enquanto espaço de formação técnica e cidadã, possui papel estratégico na promoção de práticas educativas que integrem conhecimento científico e saberes tradicionais. A extensão, nesse sentido, configura-se como um instrumento fundamental para aproximar a instituição da sociedade e responder a demandas sociais concretas. Assim, esta proposta contribui para a valorização da gastronomia brasileira, para o fortalecimento da identidade cultural e para a formação de profissionais mais críticos e conscientes de seu papel social. Além disso, promove a inclusão de comunidades externas ao reconhecer e legitimar seus saberes e práticas alimentares.
Público Alvo
A ação destina-se prioritariamente a integrantes da comunidade local inscritos no evento SEMEX. Estima-se o atendimento direto de aproximadamente 20 a 30 participantes externos.
Objetivo Geral
Promover a reflexão crítica aliada à prática gastronômica a partir do milho e da macaxeira como alimentos de resistência cultural, social e histórica.
Objetivo Específico
Compreender o papel do milho e da macaxeira na formação alimentar brasileira; Discutir conceitos como racismo alimentar e apagamento cultural; Valorizar saberes tradicionais e técnicas culinárias ancestrais; Desenvolver preparações gastronômicas com enfoque identitário.
Metodologia
A presente proposta fundamenta-se na perspectiva da extensão crítica, entendida como prática educativa transformadora, dialógica e socialmente referenciada. Nesse sentido, adota-se a concepção de extensão universitária como processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre instituição e sociedade, conforme orientações do Instituto Federal do Ceará e da Política Nacional de Extensão Universitária. Do ponto de vista pedagógico, a metodologia apoia-se na educação problematizadora de Paulo Freire, que propõe o diálogo como base do processo educativo e a construção coletiva do conhecimento a partir da realidade dos sujeitos. Soma-se a isso a abordagem da aprendizagem experiencial de David Kolb, na qual o aprendizado ocorre por meio da articulação entre experiência concreta, reflexão e aplicação prática. No campo da alimentação, a proposta dialoga com a compreensão da comida como prática social e cultural, conforme Claude Fischler, e com a valorização dos sistemas alimentares tradicionais, discutida por Carlos Augusto Monteiro. A metodologia será desenvolvida nas seguintes etapas: 1. Planejamento participativo (3 reuniões – 2h cada) Serão realizadas três reuniões com a equipe executora (docentes e discentes), orientadas pelos princípios da extensão dialógica e da gestão participativa. Nessa etapa serão definidos os objetivos operacionais, a divisão de responsabilidades, as estratégias pedagógicas e a organização logística da ação. Essa fase fundamenta-se na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, garantindo coerência entre os objetivos formativos e a intervenção social. 2. Organização e orientação dos participantes (1 encontro – 2h) Realização de encontro com os estudantes para apresentação da proposta, formação dos grupos de trabalho e orientação metodológica. Os participantes serão incentivados à autonomia e à corresponsabilidade no desenvolvimento das atividades, conforme pressupostos das metodologias ativas. 3. Discussão teórica problematizadora (1 encontro – 2h) A abordagem teórica será conduzida de forma dialógica, com base na problematização de temas como alimentos de resistência, identidade alimentar, colonialidade e racismo alimentar. Essa etapa busca promover a leitura crítica da realidade, articulando conhecimento científico e saberes tradicionais, conforme a pedagogia freireana. 4. Ensaios e construção coletiva (1 encontro – 2h) Os grupos desenvolverão e ensaiarão suas apresentações, articulando conteúdos teóricos às propostas gastronômicas. Essa etapa está fundamentada na aprendizagem experiencial, permitindo que os estudantes consolidem o conhecimento por meio da prática reflexiva. 5. Prática gastronômica e mostra cultural (4h ) Execução das preparações culinárias à base de milho e macaxeira, seguida de apresentação ao público. A mostra gastronômica constitui um espaço de troca de saberes entre a comunidade acadêmica e a sociedade, caracterizando a extensão como via de mão dupla. 6. Avaliação e sistematização A avaliação será formativa e participativa, considerando o processo de aprendizagem, o envolvimento dos participantes e o impacto social da ação. Também será realizada a sistematização dos resultados por meio de registros e produções, contribuindo para a socialização do conhecimento.