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Campus:
CAMPUS PECÉM
Tipo da Ação:
Evento
Título:
No Limite dos Sentidos: uma experiência de empatia e compreensão do TEA
Área Temática:
Educação
Linha de Extensão:
Educação Inclusiva
Data de Início:
29/04/2026
Previsão de Fim:
29/04/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
10
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
40
Carga Horária de Execução do Evento:
4
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
-
Programa Institucional
NAPNEs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Caucaia
Paracuru
São Gonçalo do Amarante
Formas de Avaliação:
Participação
Frequência
Pesquisa de Satisfação
Formas de Divulgação:
Entrega presencial de convites
Atividades Realizadas:
Apresentação
Oficina
Nome do Responsável:
Josias Valentim Santana
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Arthur David Viana dos Santos IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Francisco Wilton Bezerra da Silva IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Gabriel Sampaio de Oliveira Xavier IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Giovanna Carolina Almeida da Silva IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Iury Kellyson de Souza Cardoso IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Josias Valentim Santana IFCE Coordenador Docente IFCE Não 1 29/04/2026 29/04/2026
Luis Gustavo da Silva Moura IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Matheus Brayan Silva dos Santos IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Pedro Henrique Sousa de Abreu IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Renan de Sousa Cavalcante IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Sthefane Xavier Alcantara IFCE Integrante Discente IFCE Não 8 14/04/2026 29/04/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O projeto de extensão "No Limite dos Sentidos: uma experiência de empatia e compreensão do TEA" consiste em uma oficina prática que busca proporcionar aos participantes, adultos e crianças, uma vivência imersiva. A atividade simula, de forma aproximada e controlada, aspectos do processamento sensorial atípico associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta se desenvolve por meio de um circuito imersivo com divisão em estações sensoriais, contemplando os diferentes sistemas perceptivos: visão, audição, tato, olfato e paladar. Durante a atividade, os participantes irão vivenciar situações de sobrecarga sensorial e a dificuldade de filtrar e organizar estímulos do ambiente , percebendo os impactos na atenção, comunicação e regulação emocional. O intuito desta experiência é ir além da teoria, buscando favorecer o desenvolvimento de empatia em relação às pessoas com TEA e promover a compreensão de comportamentos observáveis, como evitação de contato visual, agitação motora, isolamento ou necessidade de rotinas. Em suma, a atividade atua como uma ferramenta para que os participantes possam refletir sobre a importância de ambientes mais acessíveis e sensorialmente inclusivos , estimulando atitudes mais empáticas em contextos sociais, educacionais e profissionais.
Justificativa
A urgência na formulação de propostas voltadas à inclusão neurodivergente reflete um panorama global e nacional de transformações no diagnóstico e no reconhecimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em nível mundial, dados recentes do Centers for Disease Control and Prevention (CDC, 2023) apontam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada com autismo, evidenciando um aumento expressivo na prevalência. No contexto nacional, o Censo Demográfico de 2022 do IBGE revelou que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA. Diante destes números, evidencia-se que não se trata de uma realidade isolada, mas de uma fatia significativa da população que transita diariamente pelas instituições educacionais e espaços sociais. O problema central, contudo, reside na lacuna entre o reconhecimento estatístico dessas pessoas e a verdadeira inclusão estrutural e atitudinal. Historicamente, a sociedade foi moldada para atender a um perfil neurotípico. Para a comunidade autista, ambientes comuns frequentemente representam cenários hostis devido a barreiras invisíveis. A falta de conhecimento prático por parte da comunidade externa e acadêmica gera julgamentos equivocados e dificulta a integração real. Neste cenário, a intervenção "No Limite dos Sentidos" atua como uma ferramenta estratégica. Para transpor a barreira do distanciamento teórico, a oficina busca proporcionar aos participantes adultos uma vivência imersiva que simule, de forma aproximada e controlada, aspectos do processamento sensorial atípico associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao provocar intencionalmente a sobrecarga sensorial em diferentes modalidades (visão, audição, tato, olfato e paladar), o projeto permite que indivíduos neurotípicos experimentem a dificuldade de filtrar e organizar estímulos do ambiente. A relevância social desta prática de extensão e o seu retorno para o IFCE alinham-se perfeitamente com a missão da instituição de formar cidadãos críticos e atuar de forma transformadora na sociedade. Ao executar o projeto, a instituição age diretamente na raiz do capacitismo, de modo a favorecer o desenvolvimento de empatia em relação às pessoas com TEA. A iniciativa ganha força ao promover a compreensão de comportamentos como evitação de contato visual, agitação motora, isolamento ou necessidade de rotinas, que muitas vezes são mal interpretados pelo público geral. Ao encampar esta proposta, o IFCE não apenas atende a uma demanda social latente, mas também incentiva a sua comunidade a refletir sobre a importância de ambientes mais acessíveis e sensorialmente inclusivos, garantindo que a extensão universitária cumpra o seu papel de construir espaços genuinamente equitativos e acolhedores.
Público Alvo
Estudantes do 3 ano do ensino Fundamental da escola Gertrudes Prata Lima (SEDE).
Objetivo Geral
Desenvolver e proporcionar aos participantes adultos uma vivência imersiva que simule, de forma aproximada e controlada, aspectos do processamento sensorial atípico associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) , com a finalidade de promover o desenvolvimento de empatia , a compreensão de comportamentos atípicos e estimular a construção de atitudes e ambientes mais acessíveis e sensorialmente inclusivos em contextos sociais, educacionais e profissionais.
Objetivo Específico
Vivenciar situações de sobrecarga sensorial. Compreender dificuldades na filtragem de estímulos. Relacionar experiências sensoriais a comportamentos observáveis no TEA. Refletir sobre estratégias de adaptação ambiental. Estimular atitudes mais inclusivas em contextos sociais, educacionais e profissionais.
Metodologia
A metodologia desta intervenção fundamenta-se em uma abordagem ativa e participativa, na qual o projeto é desenvolvido junto à comunidade, e não apenas para ela. O processo é estruturado em quatro fases principais: planejamento participativo, divulgação, execução do circuito imersivo e avaliação reflexiva. 1. Planejamento e Participação da Comunidade: A construção da proposta parte do diálogo com a comunidade escolar e externa para mapear o nível de conhecimento prévio sobre a neurodiversidade. A comunidade participará ativamente não apenas como "público-alvo", mas como agentes de sua própria sensibilização. Durante o planejamento, pessoas da comunidade acadêmica (incluindo possíveis alunos ou servidores neurodivergentes que se voluntariem) poderão ser consultadas para garantir que a simulação das barreiras atitudinais e sensoriais seja fidedigna e respeitosa. 2. Divulgação: A mobilização do público dar-se-á de forma ampla, utilizando folders informativos (com indicações claras sobre o perfil da oficina e alertas sobre alergias e sobrecarga) distribuídos no campus, além de convites via redes sociais institucionais e e-mails para as turmas e servidores do IFCE. 3. Execução (Procedimentos e Técnicas de Intervenção): A execução dar-se-á por meio de uma oficina prática. O espaço físico será organizado com a divisão da sala em 4 ou 5 áreas distintas, isoladas por biombos ou divisórias. O fluxo de participantes ocorrerá através de um percurso guiado de grupos rotativos ou por entrada gradual em cada estação. O circuito imersivo simulará situações de excesso de estímulos simultâneos e imprevisibilidade sensorial. As atividades incluem a exposição a estímulos intensos e a execução de tarefas cognitivas sob sobrecarga. O passo a passo da intervenção técnica divide-se nas seguintes estações: Estação Visual: Exposição a luzes LED coloridas, pisca-pisca, lâmpadas fortes direcionadas e cartazes com padrões intensos (listras, alto contraste) para testar a filtragem visual. Estação Auditiva: Sobrecarga com uso de caixas de som reproduzindo áudios simultâneos, como conversas sobrepostas, sons urbanos (trânsito, buzinas) e alarmes leves Estação Tátil: Exploração "às cegas" em caixas surpresa e sacos opacos contendo lixa, esponjas, gel, areia e tecidos variados. Estação Olfativa: Contato com cheiros fortes distintos (café em pó, vinagre, essências) aplicados via difusores ou algodão, tomando o cuidado de evitar produtos tóxicos ou extremamente irritantes. Estação Gustativa: Prova de pequenas quantidades de sabores intensos (limão, café sem açúcar) e texturas variadas (gelatina, itens crocantes). Como procedimento de segurança essencial, será verificado o quadro de alergias dos participantes previamente, não havendo obrigatoriedade de consumo. 4. Acompanhamento, Avaliação e Resultados: A avaliação do projeto distanciar-se-á de métricas puramente quantitativas para focar no impacto qualitativo. Ao final do circuito, será realizada uma etapa de regulação sensorial, seguida de roda de conversa mediada, com foco na reflexão das experiências vividas. É neste momento que a avaliação se concretiza: a comunidade participante verbalizará seus sentimentos, relacionando o cansaço ou desorientação controlada experienciados com os comportamentos observáveis no TEA. O acompanhamento será feito pelos alunos executores, que registrarão os "insights" do grupo para mensurar a mudança de perspectiva em relação à inclusão. Como conteúdos e resultados a serem apresentados, espera-se consolidar um levantamento qualitativo sobre as percepções da comunidade universitária antes e depois da atividade, gerando um relatório final que proponha diretrizes conjuntas (estratégias de adaptação ambiental) para tornar o IFCE - Campus Pecém um ambiente mais inclusivo.