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Campus:
CAMPUS LIMOEIRO DO NORTE
Tipo da Ação:
Evento
Título:
Saneamento Ecológico no Semiárido: Implantação de Fossa Verde (Tanque de Evapotranspiração – TEvap)
Área Temática:
Meio Ambiente
Linha de Extensão:
Educação no Campo
Data de Início:
01/06/2026
Previsão de Fim:
31/08/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
5
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
25
Carga Horária de Execução do Evento:
20
Local de Atuação:
Rural
Fomento:
-
Programa Institucional
Nenhum
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Pereiro
Formas de Avaliação:
Participação
Frequência
Formas de Divulgação:
E-mail
Redes sociais
Convite
Atividades Realizadas:
Minicurso
Nome do Responsável:
Antonio Ricardo Mendes Barros
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Antonio Ricardo Mendes Barros IFCE Coordenador Docente IFCE Não 1 15/05/2026 31/07/2026
Francisco Rafael Lima da Silva IFCE Integrante Discente IFCE Não 1 07/05/2026 31/07/2026
Maria Vitoria Carneiro Pinheiro IFCE Integrante Discente IFCE Não 1 01/06/2026 31/08/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Prefeitura Municipal de Pereiro Não
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O minicurso Saneamento Ecológico no Semiárido: Implantação de Fossa Verde (Tanque de Evapotranspiração – TEvap) foi elaborado para atender à demanda de comunidades rurais do semiárido cearense por soluções sustentáveis de saneamento descentralizado. A ausência ou precariedade de sistemas convencionais de esgotamento sanitário nessas localidades favorece a contaminação do solo, da água e dos alimentos, ampliando riscos à saúde pública e à qualidade de vida. Nesse contexto, o Tanque de Evapotranspiração (TEvap) apresenta-se como uma tecnologia social apropriada, de baixo custo, fácil replicação e elevada eficiência no tratamento de águas negras, utilizando processos biológicos anaeróbios e o papel das plantas na absorção de água e nutrientes. Além de evitar a poluição ambiental, a tecnologia promove o reaproveitamento de nutrientes e fortalece práticas agroecológicas adaptadas ao semiárido. O minicurso terá carga horária de 20 horas, combinando atividades teóricas e práticas, com demonstrações construtivas, estudo de casos locais e elaboração de croquis de implantação. Espera-se capacitar moradores, agricultores familiares, lideranças comunitárias, estudantes e técnicos para planejar, construir, operar e multiplicar sistemas de Fossa Verde em suas comunidades.
Justificativa
Nas comunidades rurais do semiárido cearense, a insuficiência de infraestrutura sanitária ainda representa um dos principais fatores de vulnerabilidade socioambiental. A destinação inadequada das águas negras, frequentemente lançadas em fossas rudimentares ou diretamente no solo, contribui para a proliferação de vetores, contaminação de poços, degradação ambiental e ocorrência de doenças de veiculação hídrica. A implantação de tecnologias sociais de saneamento ecológico surge como alternativa estratégica para esse contexto, especialmente por sua adaptabilidade às limitações hídricas, econômicas e de infraestrutura típicas do semiárido. A Fossa Verde ou Tanque de Evapotranspiração (TEvap) destaca-se por tratar o esgoto doméstico proveniente do vaso sanitário sem infiltração no solo, reduzindo riscos de contaminação e permitindo o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas cultivadas sobre o sistema, como bananeiras, mamoeiros e espécies adaptadas à região.Dessa forma, o minicurso justifica-se pela necessidade de fortalecer a autonomia das comunidades na adoção de soluções descentralizadas, sustentáveis e replicáveis, promovendo saúde, proteção ambiental, segurança hídrica e educação sanitária.
Público Alvo
• Moradores de comunidades rurais; • Agricultores familiares; • Associações comunitárias; • Lideranças locais; • Estudantes; • Técnicos extensionistas; • Agentes comunitários.
Objetivo Geral
Capacitar moradores de comunidades rurais do semiárido cearense para planejar, construir, operar e multiplicar sistemas de Fossa Verde (Tanque de Evapotranspiração – TEvap), promovendo saneamento ecológico, saúde pública e sustentabilidade local.
Objetivo Específico
• Entender os impactos da ausência de saneamento na saúde e no ambiente; • Compreender o funcionamento técnico e biológico do TEvap; • Realizar o dimensionamento básico do sistema; • Identificar critérios adequados para escolha do local de implantação; • Executar as principais etapas construtivas; • Garantir práticas corretas de operação e manutenção; • Estimular a replicação da tecnologia por agentes comunitários.
Metodologia
O minicurso será desenvolvido na modalidade presencial, com carga horária total de 20 horas, fundamentado em metodologias participativas, problematizadoras e contextualizadas, promovendo a integração entre teoria e prática a partir da realidade socioambiental das comunidades rurais do semiárido cearense. A proposta metodológica está pautada nos princípios da educação ambiental crítica, da aprendizagem baseada em problemas e da construção coletiva do conhecimento, valorizando os saberes populares e as tecnologias sociais aplicadas ao saneamento ecológico. Planejamento e Divulgação das Atividades O planejamento das atividades ocorrerá de forma articulada entre a equipe executora, representantes comunitários e instituições parceiras, buscando adequar os conteúdos e práticas à realidade local e às necessidades dos participantes. As ações de mobilização e divulgação do minicurso serão realizadas previamente ao início das atividades, utilizando diferentes estratégias de comunicação comunitária, tais como: divulgação em redes sociais institucionais e comunitárias; produção de cards digitais e materiais informativos; compartilhamento em grupos de WhatsApp; convites diretos às lideranças comunitárias; divulgação em escolas, associações e espaços públicos locais; comunicação oral em reuniões comunitárias e eventos locais. A seleção e convite dos participantes priorizarão moradores de comunidades rurais, agricultores familiares, lideranças comunitárias, estudantes e demais interessados nas temáticas de saneamento ecológico e sustentabilidade. Desenvolvimento Metodológico dos Eixos Formativos Os eixos temáticos serão trabalhados de forma integrada, interdisciplinar e progressiva, articulando conteúdos conceituais, atividades práticas e problematização da realidade local. No eixo de contextualização do saneamento no semiárido, serão discutidos os desafios relacionados à ausência de saneamento básico, os impactos ambientais e sanitários e as tecnologias sociais adaptadas às condições climáticas da região. No eixo técnico-conceitual, serão abordados os fundamentos de funcionamento do sistema TEvap, incluindo processos biológicos, decomposição anaeróbia, evapotranspiração, ciclagem de nutrientes e o papel das espécies vegetais utilizadas no sistema. O eixo de planejamento e dimensionamento envolverá atividades práticas de cálculo simplificado, definição de critérios técnicos de implantação, elaboração de croquis e estimativas básicas de materiais e custos. Já o eixo construtivo será desenvolvido por meio de oficinas práticas e demonstrações, permitindo aos participantes acompanhar as etapas de escavação, impermeabilização, instalação das tubulações e organização das camadas estruturais do sistema. Por fim, os eixos de operação, manutenção e multiplicação comunitária buscarão fortalecer a autonomia dos participantes quanto ao uso adequado do sistema, identificação de falhas, manejo das plantas e disseminação do conhecimento nas comunidades. Estratégias Pedagógicas As atividades pedagógicas serão desenvolvidas por meio de: aulas dialogadas e expositivas; rodas de conversa e debates temáticos; análise de estudos de caso; oficinas práticas; elaboração de croquis técnicos simplificados; atividades de dimensionamento básico; visitas ao local de implantação; construção demonstrativa ou piloto do sistema TEvap; resolução de situações-problema relacionadas à realidade comunitária; utilização de metodologias ativas, como aprendizagem por projetos, cultura maker e sala de aula invertida. Além das atividades presenciais, poderão ser utilizados recursos complementares de apoio pedagógico, tais como vídeos demonstrativos, materiais digitais, grupos de comunicação instantânea e atividades orientadas, ampliando as possibilidades de acompanhamento e interação entre os participantes. Avaliação e Acompanhamento da Aprendizagem As estratégias de avaliação serão orientadas pelas diretrizes pedagógicas adotadas pelo IFCE e pelos princípios estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), compreendendo a avaliação como parte integrante do processo de ensino e aprendizagem. O acompanhamento da aprendizagem ocorrerá de forma contínua, processual, diagnóstica e participativa, considerando o desenvolvimento individual e coletivo dos cursistas ao longo das atividades teóricas e práticas. Serão utilizados diferentes instrumentos avaliativos, tais como: participação nas discussões e atividades propostas; desempenho nas oficinas práticas; resolução de estudos de caso; elaboração de croqui simplificado do sistema; aplicação dos conhecimentos em situações práticas; participação na construção demonstrativa; atividades individuais de verificação da aprendizagem; observação da capacidade de trabalho coletivo e resolução de problemas. Além da avaliação formal, serão realizados momentos de diálogo e devolutiva com os participantes, possibilitando a identificação de dificuldades, o replanejamento das atividades e o fortalecimento do processo formativo. Nesse contexto, a avaliação será compreendida como instrumento de acompanhamento da aprendizagem e de fortalecimento da formação cidadã, estimulando a autonomia, o protagonismo comunitário e a capacidade de atuação coletiva na melhoria das condições sanitárias locais. Será considerado apto à certificação o participante que obtiver: frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária total do minicurso; aproveitamento igual ou superior a 70% (setenta por cento) nas atividades avaliativas propostas.