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Campus:
CAMPUS BATURITE
Tipo da Ação:
Evento
Título:
Vozes indígenas do Maciço de Baturité: cultura, território e existência
Área Temática:
Cultura
Linha de Extensão:
Diversidade Étnico-racial
Data de Início:
07/05/2026
Previsão de Fim:
07/05/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
50
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
120
Carga Horária de Execução do Evento:
4
Local de Atuação:
Urbano
Fomento:
-
Programa Institucional
NEABIs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Acarape
Aratuba
Baturité
Capistrano
Guaramiranga
Mulungu
Redenção
Formas de Avaliação:
Participação
Frequência
Reunião
Formas de Divulgação:
Cartaz
E-mail
Folder
Sistema acadêmico
Site institucional
Redes sociais
Convite
Atividades Realizadas:
Apresentação
Mesa Redonda
Nome do Responsável:
Marcelo Bandecchi Botelho de Miranda
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Antonia Beatriz Silva Lourenco IFCE Integrante Discente IFCE Não 1 07/05/2026 07/05/2026
Antonio Wirly de Souza Lima IFCE Integrante Discente IFCE Não 1 07/05/2026 07/05/2026
Carlos Henrique Moura Barbosa IFCE Integrante Docente IFCE Não 1 07/05/2026 07/05/2026
Marcelo Bandecchi Botelho de Miranda IFCE Coordenador Docente IFCE Não 1 07/05/2026 07/05/2026
Willyson de Araujo Rodrigues IFCE Integrante Discente IFCE Não 1 07/05/2026 07/05/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O projeto “Vozes Indígenas do Maciço de Baturité: Cultura, Território e Existência” consiste na realização de uma ação de extensão no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), vinculada ao Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), com o objetivo de promover o diálogo entre lideranças indígenas do Maciço de Baturité e a comunidade acadêmica, especialmente estudantes do ensino médio. A proposta parte do reconhecimento da presença histórica e contemporânea dos povos indígenas no Ceará, com destaque para os processos de resistência, reafirmação identitária e luta por direitos vivenciados na região do Maciço de Baturité. Nesse sentido, o projeto busca contribuir para o fortalecimento de uma educação intercultural, crítica e comprometida com a valorização da diversidade étnico-cultural. A ação será estruturada a partir de uma mesa de diálogo com a participação de lideranças indígenas convidadas, mediada por docente com experiência na área, seguida de apresentações de literatura indígena organizadas por estudantes e professores. O formato privilegia a escuta, o protagonismo indígena e a circulação de saberes, evitando abordagens meramente expositivas ou generalizantes. Considerando o papel institucional do IFCE na promoção de práticas educativas inclusivas e socialmente referenciadas, o projeto se insere nas diretrizes da extensão ao estabelecer uma ponte entre saberes acadêmicos e saberes tradicionais, contribuindo para o enfrentamento de estereótipos e para a ampliação do repertório crítico dos estudantes. Assim, a iniciativa reafirma a importância de espaços de diálogo que reconheçam os povos indígenas como sujeitos contemporâneos, produtores de conhecimento e agentes fundamentais na construção de uma sociedade mais justa e plural.
Justificativa
A proposta justifica-se pela necessidade de fortalecer, no contexto educacional, o reconhecimento dos povos indígenas como sujeitos históricos e contemporâneos, especialmente no Ceará e no Maciço de Baturité. Ainda persistem processos de invisibilização e estereotipação, que limitam a compreensão dessas populações ao passado ou a abordagens superficiais. O projeto alinha-se à Lei nº 11.645/2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na educação básica, contribuindo para sua efetivação por meio de uma abordagem crítica e situada. Dialoga também com as Diretrizes da Educação das Relações Étnico-Raciais, ao promover práticas que valorizam a diversidade cultural e enfrentam desigualdades históricas. A realização de uma mesa de diálogo com lideranças indígenas configura-se como estratégia relevante para ampliar o repertório dos estudantes, ao possibilitar o contato direto com diferentes perspectivas e experiências, superando visões estereotipadas e eurocentradas. Nesse sentido, a ação reforça o protagonismo indígena e reconhece esses sujeitos como produtores de conhecimento. No âmbito do Instituto Federal do Ceará (IFCE), a proposta articula-se às ações do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) e às diretrizes da extensão, ao promover a integração entre instituição e sociedade, por meio do diálogo entre saberes acadêmicos e tradicionais. Assim, o projeto contribui para a formação crítica dos estudantes e para a construção de uma educação intercultural, socialmente referenciada e comprometida com a valorização da diversidade.
Público Alvo
A comunidade externa beneficiada pelo projeto é composta por estudantes do ensino médio do Liceu de Baturité, convidados a participar da atividade como forma de ampliar o acesso a espaços de diálogo intercultural e de formação sobre a temática indígena. Também integra esse público a comunidade em geral, especialmente moradores da região do Maciço de Baturité interessados na discussão sobre cultura, território e existência dos povos indígenas.
Objetivo Geral
Promover o diálogo intercultural entre lideranças indígenas do Maciço de Baturité e a comunidade acadêmica do IFCE e da EEM Liceu Domingos Sávio, especialmente estudantes do ensino médio, contribuindo para a valorização das culturas indígenas, o reconhecimento de suas territorialidades e a formação crítica sobre as realidades indígenas contemporâneas.
Objetivo Específico
Promover espaço de escuta e protagonismo para lideranças indígenas por meio de mesa de diálogo. Ampliar o conhecimento dos estudantes sobre os povos indígenas do Ceará, com ênfase no Maciço de Baturité. Contribuir para o enfrentamento de estereótipos sobre os povos indígenas. Estimular a reflexão crítica sobre relações étnico-raciais e diversidade cultural. Integrar saberes acadêmicos e saberes indígenas no contexto educacional. Incentivar a participação ativa dos estudantes nas discussões. Valorizar a literatura indígena como expressão cultural e forma de conhecimento. Fortalecer as ações do Neabi no âmbito do IFCE.
Metodologia
A execução do projeto será realizada por meio de uma abordagem participativa e intercultural, estruturada em etapas que articulam planejamento, realização e avaliação da ação extensionista. Inicialmente, será realizada a organização da atividade, envolvendo a definição da programação, o convite e articulação com lideranças indígenas do Maciço de Baturité, bem como o alinhamento com docentes e estudantes participantes, especialmente aqueles vinculados ao Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi). Nessa etapa, também serão preparados os materiais de divulgação e mobilização do público. A ação principal consistirá na realização de um encontro presencial no IFCE, estruturado em três momentos complementares. O primeiro será uma mesa de diálogo com lideranças indígenas convidadas, mediada por docente com experiência na área, com foco na promoção de um espaço de escuta qualificada e protagonismo das vozes indígenas. O segundo momento será destinado à interação com o público, permitindo a participação ativa dos estudantes por meio de perguntas e reflexões, favorecendo o enfrentamento de estereótipos e a ampliação do conhecimento sobre as realidades indígenas contemporâneas. O terceiro momento consistirá em apresentações de literatura indígena, organizadas por estudantes e docentes, com o objetivo de valorizar expressões culturais e ampliar o contato com diferentes formas de produção de conhecimento. A condução das atividades priorizará a mediação dialógica, evitando abordagens expositivas centradas exclusivamente na instituição, e buscando integrar saberes acadêmicos e saberes indígenas. O papel dos mediadores será o de facilitar o diálogo, garantir a participação equilibrada dos convidados e estimular a reflexão crítica dos estudantes. Por fim, será realizada uma etapa de avaliação da ação, por meio da coleta de impressões dos participantes, registro das atividades e sistematização dos resultados, visando subsidiar futuras ações do Neabi e fortalecer as práticas de extensão no IFCE.