Exibir Ação

Campus:
CAMPUS FORTALEZA
Tipo da Ação:
Evento
Título:
TUDO QUE NÓIS TEM É NÓIS
Área Temática:
Educação
Linha de Extensão:
Saúde mental
Data de Início:
09/07/2026
Previsão de Fim:
12/07/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
80
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
200
Carga Horária de Execução do Evento:
50
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
-
Programa Institucional
NEABIs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Fortaleza
Eusébio
Caucaia
Maracanaú
Maranguape
Formas de Avaliação:
Participação
Formas de Divulgação:
Áudio
Cartaz
E-mail
Redes sociais
Atividades Realizadas:
Encontro
Minicurso
Ciclo de Debates
Apresentação
Festival
Mesa Redonda
Oficina
Nome do Responsável:
Nayana Camurca de Lima
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Daniela Campelo Lima Instituto Parentes Integrante Sem vínculo Não 40 09/07/2026 12/07/2026
Luiz Fernando Pereira de Souza Instituto Parentes Integrante Sem vínculo Não 40 09/07/2026 12/07/2026
Nayana Camurca de Lima IFCE Coordenador Docente IFCE Não 1 09/07/2026 12/07/2026
Sarah Costa Jorge IFCE Integrante Discente IFCE Não 40 09/07/2026 12/07/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Instituto Parentes Sim Acordo de parceria 23256.004233/2026-22
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O Encontro “Tudo que Nóis Tem é Nóis” nasce no contexto das experiências desenvolvidas pelo Instituto Parentes, criado em 2020, no território do Bom Jardim, em diálogo direto com o Movimento de Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim. Ao longo de sua trajetória, o encontro se consolidou como um espaço de formação ampliada, reunindo estudantes, profissionais, lideranças comunitárias, pesquisadores, educadores e movimentos sociais de diferentes regiões do país, interessados em pensar e praticar outras formas de cuidado em saúde mental. O Encontro “Tudo que Nóis Tem é Nóis” é um espaço formativo, político e sensível em saúde mental comunitária. Nosso intuito é reunir pessoas, coletivos, territórios e instituições em torno da partilha de saberes técnicos, populares e ancestrais. Trata-se de um espaço presencial de escuta e tessitura coletiva, onde a saúde mental é compreendida como prática relacional, profundamente atravessada pelas dimensões éticas, poéticas e políticas da vida. Inspirado na expressão lakota “Mitakuye Oyasin” — somos todos parentes — o encontro parte da compreensão de que o cuidado em saúde mental se constrói em rede, na relação entre corpos, histórias, territórios e modos de existir. O encontro propõe uma experiência de aprendizagem que rompe com abordagens individualizantes e hierarquizadas, afirmando o valor dos saberes comunitários, das ancestralidades e das práticas coletivas de cuidado. É nesse compasso que propomos, em parceria com o Instituto Federal do Ceará – IFCE, a realização desta ação pedagógica e extensionista junto aos estudantes e à comunidade escolar.
Justificativa
Durante uma década de pesquisa (2009–2019), o IBGE acompanhou a saúde dos adolescentes e suas tendências por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), um estudo experimental que apresenta indicadores comparáveis aos de estudantes do 9º ano do ensino fundamental. A PeNSE reúne informações sobre alimentação, atividade física, uso de cigarro, álcool e outras drogas, situações vivenciadas em casa e na escola, saúde mental, saúde sexual e reprodutiva, higiene e saúde bucal, segurança, uso dos serviços de saúde, além das características gerais dos escolares e do ambiente escolar [1]. A pesquisa em questão não acrescenta elementos que já não tenham sido percebidos por professoras e professores em sala de aula, em conversas informais ou observações realizadas nos intervalos escolares. Entre os dados levantados, destacam-se: 1. O aumento da insatisfação com o corpo, atingindo 23,2% dos adolescentes que se consideram gordos ou muito gordos e 28,6% que se consideram magros ou muito magros; 2. A redução do uso de camisinha na última relação sexual, que caiu de 72,5% em 2009 para 59% em 2019. Entre as meninas, a queda foi de 69,1% para 53,5% e, entre os meninos, de 74,1% para 62,8%; 3. O fato de 17,3% dos estudantes terem faltado às aulas pelo menos uma vez por não se sentirem seguros na escola ou no trajeto; 4. A percepção de 3,2% dos adolescentes do 9º ano de não possuírem amigos próximos; 5. O sentimento de solidão frequente ou constante relatado por 18,5% dos adolescentes. A saúde mental configura-se como uma resposta de cuidado pessoal, coletivo e político e, por isso mesmo, pode e deve ser cultivada e aprendida também no espaço escolar. A adolescência é um período marcado pela ampliação da autonomia, pelo distanciamento progressivo dos adultos e pelo fortalecimento dos vínculos entre pares, tornando imprescindível a construção de diálogos e pontes de troca entre toda a comunidade escolar. Nesse contexto, a busca por ajuda precisa encontrar possibilidades institucionais de acolhimento, bem como o cultivo de atitudes de cuidado e autopreservação entre adolescentes. É nesse cenário que o Instituto Parentes compartilha seu repertório de abordagens sistêmicas e biocêntricas junto aos estudantes do ensino técnico do IFCE, por meio de quatro encontros programáticos, a serem realizados entre março e junho de 2024. O processo culmina em um encontro aberto a toda a comunidade escolar, no mês de julho, como celebração do cuidado, das respostas coletivas ao sofrimento e da construção de um ambiente de aceitação das diferenças e pluralidades.
Público Alvo
Estudantes externos; Pais; Mães; Terceirizados; Artistas; Demais interessados
Objetivo Geral
Promover um encontro formativo e comunitário em saúde mental que fortaleça redes de cuidado coletivo, articule saberes acadêmicos, comunitários e ancestrais e contribua para a construção de práticas de cuidado comprometidas com a vida, a diversidade e a justiça social.
Objetivo Específico
Promover o aprofundamento vivencial nos territórios ancestrais da cidade; Construir espaços de escuta, diálogo e reflexão crítica; fomentar a troca de experiências entre estudantes, profissionais, lideranças comunitárias, pesquisadores e movimentos sociais; apresentar e vivenciar metodologias coletivas de cuidado; valorizar a diversidade de corpos, trajetórias e saberes;
Metodologia
A ação será desenvolvida por meio de uma metodologia participativa, dialógica e territorializada, fundamentada nos princípios da saúde mental comunitária e da educação popular, organizada em etapas de planejamento, execução, vivência formativa e avaliação. Inicialmente, será realizado o planejamento administrativo e pedagógico em articulação com o IFCE e o Instituto Parentes, incluindo reuniões de alinhamento, definição de temas, organização do cronograma e articulação com facilitadores, convidadas e convidados. A execução ocorrerá por meio de um encontro presencial intensivo, realizado de 09 a 12 de julho de 2026, estruturado ao longo de quatro dias, envolvendo mesas de diálogo temáticas, rodas de conversa, oficinas vivenciais, práticas de cuidado comunitário, vivências territoriais e corporais, além de momentos de celebração e fortalecimento de vínculos. As metodologias adotadas priorizam a escuta sensível, o cuidado mútuo e a construção coletiva do conhecimento. Por fim, a avaliação será realizada de forma processual e participativa, por meio da observação do envolvimento dos participantes, rodas de devolutiva, registros das atividades e reunião da equipe organizadora, visando identificar impactos, aprendizados e possibilidades de continuidade da articulação entre o IFCE e as redes comunitárias de cuidado.