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Campus:
CAMPUS AVANÇADO DE JAGUARUANA
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Desenvolvimento de um jogo educativo para sensibilização sobre a temática de Inclusão da Pessoa com Deficiência
Área Temática:
Tecnologia e Produção
Linha de Extensão:
Educação Inclusiva
Data de Início:
03/08/2026
Previsão de Fim:
03/02/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
30
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
60
Local de Atuação:
Urbano
Fomento:
EDITAL 14/2026 – EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO PARA OS PROGRAMAS/NÚCLEOS E PROJETOS INSTITUCIONAIS
Programa Institucional
NAPNEs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Jaguaruana
Formas de Avaliação:
Questionário
Relatório
Pesquisa de Satisfação
Formas de Divulgação:
Cartaz
Folder
Site institucional
Redes sociais
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Daniel Diego Lacerda Cirilo
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Daniel Diego Lacerda Cirilo IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 03/08/2026 03/02/2027
Jose Henrique Brandao Neto IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 03/08/2026 03/02/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2.8
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
A construção de uma sociedade inclusiva apresenta-se como um dos principais desafios da atualidade, exigindo ações que promovam o respeito à diversidade, a eliminação de barreiras e a garantia da igualdade de oportunidades para todas as pessoas. A educação inclusiva representa um processo de transformação social e educacional que visa garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos os estudantes, respeitando suas diferenças e potencialidades. Nesse contexto, a inclusão da pessoa com deficiência assume papel fundamental nas políticas públicas brasileiras, especialmente nos aspectos educacional e social, buscando assegurar a participação plena e efetiva desses indivíduos em todos os espaços da sociedade. (Mantoan, 2015). No Brasil, importantes avanços legais foram conquistados nas últimas décadas visando garantir os direitos das pessoas com deficiência. Entre eles, destaca-se a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que estabelece normas destinadas a promover e assegurar, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais pelas pessoas com deficiência, visando sua inclusão social e cidadania (BRASIL, 2015). A LBI representa um marco legal ao consolidar princípios relacionados à acessibilidade, educação inclusiva, trabalho, saúde, cultura, lazer e participação social, alinhando-se aos princípios da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Caiado, 2009). Além da LBI, existem outras leis e decretos que fortalecem a promoção da inclusão e da acessibilidade. Um deles é o Decreto nº 5.296, de 2004, que regulamenta normas gerais e critérios básicos para promover a acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, estabelecendo parâmetros para a eliminação de barreiras arquitetônicas, urbanísticas, nos transportes e na comunicação (BRASIL, 2004). O Decreto nº 5.626, de 2005, regulamenta a Lei nº 10.436, de 2002, reconhecendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão, além de estabelecer diretrizes para sua difusão e ensino (BRASIL, 2005). No âmbitos dos institutos federais, destaca-se ainda a Resolução nº 143, de 2023, que regulamenta os Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNEs), que promovem ações institucionais voltadas à inclusão, acessibilidade e permanência de estudantes com deficiência no ambiente educacional (IFCE, 2023). Embora os avanços legais sejam significativos, a efetivação da inclusão depende também de processos educativos capazes de sensibilizar a comunidade para a valorização das diferenças, o combate ao preconceito e a construção de uma cultura de respeito e empatia. Nesse cenário, os jogos digitais educativos apresentam-se como importantes ferramentas pedagógicas, pois possibilitam experiências interativas que favorecem a aprendizagem significativa, o engajamento dos participantes e a reflexão sobre questões sociais relevantes (Prensky, 2021). A abordagem por jogos faz uso de metodologias ativas que promovem maior participação dos estudantes no processo de aprendizagem, tornando-os protagonistas na construção do conhecimento (Moran, 2018). Os jogos educativos permitem que os usuários assumam papéis, enfrentem desafios e vivenciem situações que simulam aspectos da realidade, contribuindo para o desenvolvimento da empatia, da consciência crítica e da compreensão de diferentes contextos sociais. Conforme destaca Prensky (20121), a aprendizagem baseada em jogos digitais favorece o envolvimento dos participantes por meio de desafios, narrativas e experiências interativas, potencializando a assimilação de conteúdos e valores. Ao abordar a temática da inclusão da pessoa com deficiência, os jogos podem auxiliar na desconstrução de estereótipos, promover o conhecimento sobre direitos garantidos pela legislação brasileira e incentivar atitudes mais inclusivas dentro e fora do ambiente escolar. Dessa forma, o presente projeto propõe o desenvolvimento de um jogo educativo voltado à sensibilização sobre a inclusão da pessoa com deficiência, fundamentado nos princípios da Lei Brasileira de Inclusão (BRASIL, 2015) e demais normativas relacionadas à acessibilidade e à educação inclusiva. A iniciativa busca contribuir para a formação cidadã dos participantes, promovendo o respeito à diversidade humana e fortalecendo a cultura da inclusão no ambiente educacional, em consonância com os objetivos dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas do IFCE (CONIF, 2015).
Justificativa
Apesar dos avanços promovidos pela legislação brasileira em relação aos direitos das pessoas com deficiência, ainda persistem desafios relacionados à acessibilidade, ao preconceito, à discriminação e à falta de conhecimento da sociedade sobre as necessidades e direitos das pessoas com deficiência. Muitas barreiras enfrentadas não são apenas de natureza física, mas também de atitudes, resultantes da ausência de informação e da dificuldade de compreender a diversidade humana como elemento fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Dessa forma, torna-se necessário desenvolver ações educativas que contribuam para a sensibilização da comunidade acadêmica e da sociedade em geral acerca da importância da inclusão e do respeito às diferenças. Nesse contexto, os jogos digitais educativos apresentam grande potencial para atender a esse propósito, pois possibilitam que os participantes aprendam por meio da interação e da experimentação. Os jogos proporcionam experiências envolventes e significativas, nas quais os jogadores podem vivenciar situações baseadas na realidade e compreender, de forma prática, os obstáculos enfrentados pelas pessoas com deficiência em diferentes contextos sociais. Essa vivência favorece o desenvolvimento da empatia, da consciência social e da valorização da diversidade. Além disso, os jogos digitais possuem ampla capacidade de alcance e engajamento, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens, públicos que convivem diariamente com tecnologias digitais e ambientes interativos. Ao utilizar a linguagem dos jogos como ferramenta educativa, torna-se possível abordar conteúdos relacionados à acessibilidade, à inclusão, à legislação vigente e aos direitos das pessoas com deficiência de forma atrativa, dinâmica e participativa, potencializando o processo de aprendizagem e sensibilização (Prensky, 2021). Portanto, o desenvolvimento de uma ferramenta educacional configura-se como uma importante ação de caráter social, educativo e inclusivo, onde espera-se que o jogo favoreça a reflexão sobre atitudes praticadas no dia a dia, estimule a redução de preconceitos e fortaleça valores relacionados ao respeito, à cidadania e à inclusão. Assim, o projeto justifica-se pela sua relevância educacional e social, ao utilizar a tecnologia como instrumento de transformação social e de promoção dos direitos das pessoas com deficiência.
Público Alvo
Alunos e Profissionais da educação estadual e municipal de Jaguaruana. Espera-se obter um público direto de, ao menos, 30 pessoas entre alunos e professores, que sejam de escolas do centro da cidade e distritos vizinhos. Espera-se que a faixa etária deles seja a partir de 12 anos com escolaridade a partir do fundamental. Considera-se os profissionais externos como multiplicadores das informações, que serão pensadas e compartilhadas para serem reproduzidas principalmente na educação básica. Também espera-se que ampliem a difusão das temáticas abordadas no jogo.
Objetivo Geral
Desenvolver uma ferramenta educacional lúdica para conscientização e importância da inclusão da pessoa com deficiência
Objetivo Específico
Desenvolver protótipos do jogo com narrativa, personagens e aspectos educativos sobre inclusão Aplicar o jogo em sala de aula das escolas municipais e estaduais do município de Jaguaruana para divulgação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), nº 13.146, de 6 de julho de 2015 Recolher feedbacks dos alunos e professores para melhoria do jogo Divulgar o jogo em municípios vizinhos e em eventos que abordem a temática
Metodologia
As atividades de planejamento, execução e avaliação do projeto serão realizadas com a participação de um bolsista e dos membros do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) do campus. As atividades do bolsista estarão compreendidas entre agosto e novembro, obedecendo o prazo de duração da bolsa (4 meses). Estão previstas reuniões semanais às quartas-feiras, com duração de duas horas, destinadas ao desenvolvimento do jogo e apropriação dos instrumentos legais sobre inclusão e acessibilidade. Outras duas horas semanais serão destinadas à sistematização das informações, elaboração textual e design gráfico dos materiais. O desenvolvimento do jogo seguirá as seguintes fases: Levantamento e leitura de bibliografia de referência sobre os temas; Rodas de debate entre os membros do NAPNE; Definição de metodologias, narrativas e mecânicas do jogo adequadas aos públicos-alvo; Planejamento detalhado dos aspectos técnicos do jogo como: código, gráficos, músicas e textos. Desenvolvimento de protótipos jogáveis Aplicação do jogo nas escolas, no campus e em eventos comunitários e acadêmicos. A divulgação do jogo será realizada por meio dos canais oficiais do IFCE Jaguaruana (site e redes sociais), bem como através de parcerias com a Secretaria Municipal de Educação, escolas estaduais e municipais, rádios comunitárias e mídias locais. A avaliação do projeto será realizada de forma processual e participativa, utilizando formulários de feedback feitos ao final da aplicação dos protótipos do jogo. Entre os critérios avaliados estarão: o alcance dos objetivos propostos, o interesse dos participantes em jogar e conhecer sobre inclusão de pessoas com deficiência, a replicação dos conteúdos em suas instituições e a percepção de mudanças de atitudes em relação à temática. Além disso, buscar-se-á apoio institucional e de movimentos sociais para viabilizar a distribuição do jogo em escolas e instituições públicas.