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Campus:
CAMPUS CEDRO
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Observatório de Fomento e Inovação: Plataforma de Mapeamento e Capacitação em Editais para Empresas e Empreendedores
Área Temática:
Tecnologia e Produção
Linha de Extensão:
Educação empreendedora
Data de Início:
03/08/2026
Previsão de Fim:
08/02/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
10
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
200
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
EDITAL 14/2026 – EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO PARA OS PROGRAMAS/NÚCLEOS E PROJETOS INSTITUCIONAIS
Programa Institucional
Incubadoras de Empresas
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Cedro
Formas de Avaliação:
Participação
Relatório
Frequência
Reunião
Formas de Divulgação:
Cartaz
E-mail
Folder
Site institucional
Redes sociais
Articulações institucionais
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Michael Lopes Bastos
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Michael Lopes Bastos IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 03/08/2026 08/02/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2800.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
A atividade empreendedora e o desenvolvimento de base tecnológica demandam, de forma contínua, o aporte de recursos financeiros e infraestrutura para que ideias inovadoras consigam cruzar o mercado e se consolidar de forma sustentável. No cenário nacional e regional, agências de fomento, instituições públicas e entidades privadas disponibilizam rotineiramente mecanismos de subvenção econômica, financiamentos e bolsas de pesquisa e inovação. No entanto, o ecossistema local, composto por startups, microempresas, inventores independentes e até mesmo gestores públicos municipais, frequentemente opera à margem dessas oportunidades devido à pulverização das informações e à complexidade técnica na interpretação de editais. Diante dessa lacuna, a Incubadora de Empresas do campus atua como um elo estratégico de ligação e transferência tecnológica. Este projeto propõe a estruturação de um canal de comunicação bidirecional e de assessoramento prático por meio da criação colaborativa de uma plataforma digital centralizadora de oportunidades e da promoção de capacitações voltadas para a captação de recursos.
Justificativa
O fortalecimento dos ecossistemas de inovação no interior do estado depende diretamente da capacidade das empresas de base tecnológica e das instituições locais de atraírem capital e infraestrutura. Muitas startups e microempresas regionais encerram suas atividades precocemente ou deixam de inovar por falta de recurso financeiro, ignorando que existem editais abertos (FINEP, CNPq, FAPs regionais e fundos de investimento privados) perfeitamente alinhados aos seus escopos de atuação. Além disso, entidades públicas municipais e agências setoriais carecem de braço técnico especializado para monitorar sistematicamente essas janelas de oportunidade. Justifica-se, portanto, a atuação da Incubadora através deste projeto de extensão, uma vez que ele utiliza a expertise técnica do corpo docente e discente do IFCE para democratizar o acesso a editais de fomento, desmistificar o ecossistema de captação de recursos e impulsionar diretamente a competitividade socioeconômica e a geração de emprego e renda no território de abrangência.
Público Alvo
Gestores e técnicos de Secretarias Municipais (Planejamento, Finanças, Ciência e Tecnologia), agentes de articulação do SEBRAE e do SENAI, empreendedores de startups (incubadas ou não), empresários juniores, microempresas (ME) e Microempreendedores Individuais (MEI) com foco em modernização de processos.
Objetivo Geral
Mapear as oportunidades de captação de recursos e desenvolver, de forma participativa junto aos atores do ecossistema regional, com base na metodologia Design Thinking, um Observatório Digital de Editais de Fomento e Inovação, capacitando a comunidade externa na elaboração e submissão de propostas de financiamento e bolsas.
Objetivo Específico
- Mapear e prospectar ativamente as dores e fluxos de informação de prefeituras, SEBRAE, SENAI e startups regionais frente a editais de inovação (Avaliação Pré-Concepção); - Sistematizar, filtrar e catalogar os requisitos técnicos de editais de fomento vigentes nas esferas municipal, estadual, nacional e internacional; - Desenvolver e alimentar a arquitetura do Observatório Digital com base nas necessidades reais coletadas no campo; - Testar a usabilidade e o nível de entrega de valor do canal diretamente com os usuários externos mapeados (Avaliação Pós-Construção); - Realizar workshops, mesas redondas e oficinas práticas de capacitação técnica focadas na leitura de editais e na estruturação de orçamentos e cronogramas para projetos de fomento.
Metodologia
A metodologia do projeto estrutura-se de forma cíclica e interativa, baseada nas fases do Design Thinking (Empatia, Definição, Ideação, Prototipagem e Teste), priorizando a inserção contínua nas dinâmicas da comunidade externa. Etapa I: Imersão e Diagnóstico Qualitativo (Pré-Concepção) - Métodos e Procedimentos: Pesquisa de campo qualitativa orientada pela fase de "Empatia". O bolsista e a coordenação estabelecerão contato formal e agendamento de visitas presenciais junto a atores-chave (gestores municipais, analistas do SEBRAE/SENAI e líderes de startups). - Técnicas: Condução de entrevistas semiestruturadas e aplicação de questionários de diagnóstico. Em laboratório, o bolsista utilizará ferramentas visuais como a construção de Mapas de Empatia e a modelagem da Jornada do Usuário, identificando os principais gargalos e barreiras burocráticas que esses parceiros enfrentam hoje para monitorar ou se inscrever em editais de inovação. Etapa II: Triagem, Ideação e Arquitetura da Plataforma - Métodos e Procedimentos: Análise documental e engenharia de requisitos. O bolsista realizará um levantamento detalhado das fontes oficiais de financiamento existentes no Brasil. - Técnicas: Pesquisa documental sistemática (diários oficiais, portais de FAPs, FINEP, etc.). Os dados das entrevistas (Etapa I) serão cruzados com a pesquisa de editais em sessões de Brainstorming para definir os requisitos do sistema (ex: filtros por volume de recurso, necessidade de contrapartida, áreas de software, agronegócio, infraestrutura, bolsas). Estruturação de protótipos de baixa e média fidelidade (telas iniciais e fluxos de navegação). Etapa III: Construção, Alimentação e Avaliação de Campo (Pós-Construção) - Métodos e Procedimentos: Desenvolvimento ágil e pesquisa de usabilidade. A equipe consolidará a primeira versão funcional da plataforma (MVP - Mínimo Produto Viável) e iniciará sua alimentação sistemática. - Técnicas: Programação e modelagem de banco de dados para a listagem ágil de editais. Logo após, o bolsista retornará presencialmente aos mesmos parceiros e empresas entrevistados na Etapa I para realizar Sessões de Testes de Usabilidade Orientados (Avaliação Pós-Construção). Os usuários externos utilizarão a plataforma em tempo real enquanto o bolsista aplica a técnica de observação direta e o preenchimento da escala SUS (System Usability Scale), coletando feedbacks críticos de melhoria. Etapa IV: Transferência Tecnológica e Capacitação Coletiva - Métodos e Procedimentos: Abordagem pedagógica extensionista focada em oficinas de capacitação e difusão de conhecimento técnico. - Técnicas: Realização de workshops presenciais e/ou híbridos na Incubadora e nas dependências de parceiros (como o SEBRAE ou associações comerciais). O conteúdo programático das oficinas abordará tópicos práticos: Como ler um edital de inovação, Estruturação de cronogramas físicos e financeiros, Critérios comuns de eliminação e pontuação, e Uso do Observatório Digital para aceleração de propostas. A validação do aprendizado e da eficácia do projeto será medida por formulários de frequência, satisfação e pelo preenchimento de propostas de fomento simuladas.