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Campus:
CAMPUS AVANÇADO DE JAGUARUANA
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Arandu: Uma jogo digital educativo sobre as raízes indígenas no Ceará
Área Temática:
Tecnologia e Produção
Linha de Extensão:
Educação Contextualizada
Data de Início:
29/06/2026
Previsão de Fim:
31/12/2026
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
30
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
100
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
EDITAL 14/2026 – EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO PARA OS PROGRAMAS/NÚCLEOS E PROJETOS INSTITUCIONAIS
Programa Institucional
NEABIs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Jaguaruana
Aracati
Itaiçaba
Formas de Avaliação:
Participação
Questionário
Relatório
Formas de Divulgação:
Cartaz
Folder
Site institucional
Redes sociais
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Jose Henrique Brandao Neto
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Ana Teresa Oliveira Gonzaga e Silva E.E.F.Gerardo Correia Lima Integrante Sem vínculo Não 2 29/06/2026 31/12/2026
Daniel Diego Lacerda Cirilo IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 29/06/2026 31/12/2026
Francisco Rafael Oliveira Grupo de capoeira raízes do Brasil Integrante Sem vínculo Não 2 29/06/2026 31/12/2026
Joao Eudes Portela de Sousa IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 29/06/2026 31/12/2026
Jose Henrique Brandao Neto IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 29/06/2026 31/12/2026
JOSE MARCELO MONTEIRO DA SILVA IFCE Integrante Discente IFCE Não 3 29/06/2026 31/12/2026
Rita de Kassia Kramer Wanderley IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 29/06/2026 31/12/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2800.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O Brasil apresenta uma ampla diversidade cultural, resultado da contribuição histórica de diferentes povos que participaram da formação social e cultural do país. Entre esses povos, destacam-se os povos indígenas, considerados os primeiros habitantes do território brasileiro (Cunha, 2013). De acordo com os resultados do Censo Demográfico de 2022, a população indígena no Brasil foi de 1.694.836 pessoas, representando 0,83% da população total levantada pela pesquisa. Esse resultado foi quase o dobro do que foi registrado no Censo de 2010. O Censo de 2022 ainda identificou mais de 300 etnias, cada uma possuindo língua, costumes, tradições, crenças e formas próprias de organização social, representando um importante patrimônio histórico e cultural (IBGE, 2026). Ao longo dos anos, nomes de líderes indígenas como Daniel Munduruku, Eliane Potiguara, Ailton Alves e Davi Kopenawa, ganharam notoriedade ajudando a promover a cultura e o protagonismo das comunidades indígenas (Jecupé, 2020). Além disso, a Lei 11.645, de 10 de março de 2008, contribui para fortalecer esse protagonismo, representando uma conquista histórica fundamental para ampliar a compreensão sobre a contribuição dos povos indígenas para a formação da sociedade brasileira. A legislação torna obrigatória a inclusão da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena” nos currículos oficiais da educação básica. No estado do Ceará, diversas etnias indígenas mantêm vivas suas tradições e identidades culturais. Entre os povos indígenas presentes no estado, podem se destacar alguns como os Tremembé, Tapeba, Pitaguary, Jenipapo-Kanindé, Kanindé, Anacé, entre outros. Esses povos estão distribuídos em diferentes municípios cearenses. Eles preservam conhecimentos ancestrais, manifestações culturais, espiritualidade, danças, músicas, artesanato e modos de vida que compõem parte significativa da identidade cultural do Ceará (IBGE Indígenas, 2026). Contudo, apesar da importância histórica e cultural dos povos indígenas, ainda existem desafios relacionados ao preconceito, à invisibilidade e à falta de valorização dessas culturas nos espaços educacionais e sociais. Dessa forma, é fundamental promover projetos e ações que contribuam para o reconhecimento e valorização das identidades indígenas, fortalecendo o respeito à diversidade étnica e cultural brasileira (Soares; Rodrigues, 2024). A aplicação da Lei nº 11.645/08 também enfrenta desafios nas instituições de ensino, especialmente relacionados à ausência de materiais didáticos adequados e metodologias atrativas para abordagem da temática indígena em sala de aula (Paula et al., 2022). Dessa forma, torna-se necessário desenvolver recursos pedagógicos inovadores que auxiliem professores e estudantes no processo de ensino-aprendizagem. Nesse cenário, os jogos digitais educativos destacam-se como importantes ferramentas pedagógicas capazes de tornar a aprendizagem mais dinâmica, interativa e motivadora. Os jogos digitais permitem que os estudantes participem ativamente do processo de construção do conhecimento, favorecendo o desenvolvimento do raciocínio lógico, criatividade, resolução de problemas e assimilação de conteúdos de diferentes áreas do conhecimento (Prensky, 2021). Além disso, os jogos digitais educativos podem atuar como instrumentos relevantes para a divulgação e valorização da cultura indígena. Nesse contexto, o laboratório de letras da Universidade Federal de São Carlos (LEETRA, 2026) desenvolveu um jogo digital baseado no livro “A queda do Céu” de Davi Kopenawa, mostrando que jogos possibilitam que estudantes conheçam aspectos históricos, culturais e sociais dos povos originários de maneira lúdica e acessível. A utilização de narrativas interativas, personagens, cenários e elementos culturais dentro dos jogos favorece o engajamento dos alunos e amplia o interesse pelo aprendizado (Prensky, 2021). Dessa forma, o desenvolvimento de um jogo educativo sobre as etnias indígenas do Ceará apresenta-se como uma proposta relevante tanto no contexto educacional quanto cultural. O jogo poderá atuar como ferramenta de apoio pedagógico para escolas municipais e estaduais, contribuindo para a aplicabilidade da Lei nº 11.645/08 e auxiliando na inserção de conteúdos relacionados à cultura indígena de maneira mais atrativa e significativa para os estudantes. Além disso, o projeto contribuirá para a valorização, reconhecimento e divulgação da cultura indígena cearense, fortalecendo o respeito à diversidade cultural e promovendo a preservação da identidade dos povos originários do estado do Ceará.
Justificativa
O presente projeto justifica-se pela necessidade de promover a valorização, preservação e divulgação da cultura indígena no contexto educacional. Apesar da relevância histórica e cultural dos povos originários, ainda existe uma carência significativa de materiais didáticos e recursos pedagógicos que abordem a temática indígena de forma acessível, atrativa e contextualizada à realidade dos estudantes. Considerando a crescente presença das tecnologias digitais no cotidiano dos estudantes, torna-se importante incorporar metodologias que dialoguem com a realidade das novas gerações. Nesse sentido, os jogos digitais podem ampliar o engajamento dos alunos nas atividades escolares, tornando o aprendizado mais atrativo e estimulando o interesse por conteúdos históricos, culturais e sociais (Prensky, 2021). A escolha de enfatizar as etnias presentes no Ceará busca também contribuir para a valorização dos povos originários do estado do Ceará, promovendo o reconhecimento de suas histórias, tradições, manifestações culturais e formas de resistência ao longo do tempo. Dessa forma, o jogo educativo poderá atuar como uma ferramenta de conscientização e valorização cultural, aproximando os estudantes da realidade das etnias indígenas cearenses de maneira mais dinâmica e acessível. Além do impacto educacional, o projeto apresenta relevância social e cultural ao contribuir para a preservação e divulgação da cultura indígena através das tecnologias digitais. O desenvolvimento do jogo poderá auxiliar professores das redes municipais e estaduais na abordagem dos conteúdos relacionados à cultura indígena, servindo como material complementar para aplicação da Lei nº 11.645/08 em sala de aula. Uma vez que o IFCE Campus Jaguaruana possui cursos técnicos e superior na área de tecnologia, os extensionistas serão estudantes de programação e que, além de desenvolver a contribuição para o reconhecimento da cultura indígena no ceará, os alunos colocarão em prática as habilidades na área do seu curso. Além disso, o campus está com previsão de abertura de um novo curso integrado de desenvolvimento de jogos digitais, o que irá contribuir para a continuação e extensão do projeto Portanto, o projeto tem significativa importância, ao propor o desenvolvimento de um jogo digital educativo que contribua para a valorização da cultura indígena cearense, para o fortalecimento do respeito à diversidade cultural e para a ampliação das possibilidades pedagógicas no ambiente escolar.
Público Alvo
Alunos e Profissionais da educação estadual e municipal de Jaguaruana. Espera-se obter um público direto de, ao menos, 30 pessoas entre alunos e professores, que sejam de escolas do centro da cidade e distritos vizinhos. Espera-se que a faixa etária deles seja a partir de 12 anos com escolaridade a partir do fundamental. Considera-se os profissionais externos como multiplicadores das informações, que serão pensadas e compartilhadas para serem reproduzidas principalmente na educação básica (Ensino Fundamental - Anos Finais e Ensino Médio). Também espera-se que ampliem a difusão das temáticas abordadas no jogo.
Objetivo Geral
Desenvolver um jogo educativo sobre cultura indígena enfatizando e valorizando as etnias do Ceará
Objetivo Específico
Desenvolver protótipos do jogo com narrativa, personagens e aspectos culturais e territoriais das etnias do estado do Ceará Aplicar o jogo em sala de aula das escolas municipais e estaduais do município de Jaguaruana para contemplar a lei 11.645/08. Obter avaliações dos alunos e professores para melhoria do jogo Divulgar o jogo em municípios vizinhos e em eventos que abordem a temática
Metodologia
As atividades de planejamento, execução e avaliação do projeto serão realizadas com a participação de um bolsista e dos membros do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do campus. As atividades do bolsista ocorrerão entre agosto e novembro de 2026, obedecendo ao prazo de duração da bolsa (4 meses). Estão previstas reuniões semanais às quartas-feiras, com duração de duas horas, destinadas à discussão teórica, à leitura de materiais e à questões do desenvolvimento do jogo. Outras duas horas semanais serão reservadas à sistematização das informações, elaboração textual e gráfica para divulgação do jogo. As demais horas do bolsista serão alocadas para o desenvolvimento e teste do jogo. O desenvolvimento do jogo seguirá as seguintes fases: 1) Levantamento e leitura de bibliografia de referência sobre os temas; 2) Rodas de debate entre os membros do NEABI; 3) Definição de metodologias, narrativas e mecânicas do jogo adequadas aos públicos-alvo; 4) Planejamento detalhado dos aspectos técnicos do jogo como: código, gráficos, músicas e textos; 5) Desenvolvimento de protótipos jogáveis 6) Aplicação do jogo nas escolas, no campus e em eventos comunitários e acadêmicos. A divulgação do jogo será realizada por meio dos canais oficiais do IFCE Jaguaruana (site e redes sociais), bem como através de parcerias com a Secretaria Municipal de Educação, escolas estaduais e municipais, rádios comunitárias e mídias locais. A avaliação do projeto será realizada de forma processual e participativa, com o uso de formulários de feedback feitos ao final da aplicação dos protótipos do jogo. Entre os critérios avaliados, estarão: o alcance dos objetivos propostos, o interesse dos participantes em jogar e conhecer a cultura indígena, a replicação dos conteúdos em suas instituições e a percepção de mudanças de atitudes em relação às questões étnicas e culturais. Além disso, buscar-se-á apoio institucional e de movimentos sociais para viabilizar a distribuição do jogo em escolas e instituições públicas.