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Campus:
CAMPUS FORTALEZA
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Braille nas Escolas
Área Temática:
Educação
Linha de Extensão:
Acessibilidade
Data de Início:
04/08/2026
Previsão de Fim:
30/07/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
500
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
1000
Local de Atuação:
Urbano
Fomento:
-
Programa Institucional
Nenhum
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Fortaleza
Formas de Avaliação:
Pesquisa de Satisfação
Questionário
Formas de Divulgação:
Site institucional
Redes sociais
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Anaxagoras Maia Girao
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Anaxagoras Maia Girao IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 04/08/2026 30/07/2027
Joao Batista Bezerra Frota IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 04/08/2026 30/07/2027
Laryssa Drielly Rodrigues da Silva FAAL - FACULDADE ALCANCE Integrante Sem vínculo Não 30 04/08/2026 30/07/2027
Lucas de Lima Duarte FAAL - FACULDADE ALCANCE Integrante Sem vínculo Não 30 04/08/2026 30/07/2027
Priscila Sampaio Sales IFCE Integrante Discente IFCE Não 12 04/08/2026 30/07/2027
Talita Maia Silva Centro Universitário Farias Brito Integrante Sem vínculo Não 20 04/08/2026 30/07/2027
Tiago Freire Saturnino IFCE Integrante Discente IFCE Não 12 04/08/2026 30/07/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Instituto Iracema de Pesquisa e Inovação Não
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O Projeto Braille nas Escolas consiste em uma ação de extensão voltada à disseminação do conhecimento sobre o sistema Braille, os desafios da alfabetização de pessoas cegas e as tecnologias assistivas apresentadas na Sala Braille do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Por meio de oficinas presenciais destinadas à comunidade interna e externa, o projeto busca promover reflexões sobre acessibilidade, inclusão e o papel da tecnologia na ampliação das oportunidades educacionais para pessoas com deficiência visual. A proposta tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a realidade vivenciada pelas pessoas cegas, ampliando a compreensão sobre a importância da alfabetização em Braille e apresentando soluções tecnológicas desenvolvidas para apoiar esse processo. Durante as oficinas, os participantes terão contato com a Sala Braille e com tecnologias assistivas como o EdukaBraille, SlateBraille, NoteBraille, BraillePrinter, BrailleBoard e o aplicativo SalaBraille. Como ação extensionista, o projeto busca aproximar a comunidade das pesquisas e inovações desenvolvidas no âmbito do IFCE e do Instituto Iracema de Pesquisa e Inovação, promovendo a socialização do conhecimento produzido e fortalecendo a relação entre instituição e sociedade. O foco é sensibilizar e aproximar a comunidade da realidade da pessoa cega, demonstrando a importância do Braille e apresentando a Sala Braille como uma proposta tecnológica inovadora que busca enfrentar os desafios históricos da alfabetização e da inclusão educacional. Dessa forma, o produto da extensão é a disseminação do conhecimento, a ampliação da visibilidade da causa da deficiência visual, a aproximação da sociedade com essa temática e a socialização das tecnologias apresentadas pelo IFCE e pelo Instituto Iracema de Pesquisa e Inovação.
Justificativa
A inclusão das pessoas com deficiência visual é frequentemente debatida nos campos da educação, dos direitos humanos e das políticas públicas. Entretanto, apesar da crescente visibilidade do tema, observa-se que grande parte da sociedade ainda possui conhecimento limitado sobre o Sistema Braille, sobre os desafios enfrentados pelas pessoas cegas no processo de alfabetização e sobre as tecnologias que vêm sendo desenvolvidas para ampliar sua autonomia e participação social. Em muitos casos, o contato da população com essas temáticas é inexistente, contribuindo para a manutenção de barreiras atitudinais e para a invisibilidade de demandas que afetam diretamente a qualidade de vida e o acesso à educação desse público. Embora o Braille seja reconhecido internacionalmente como principal sistema de leitura e escrita utilizado por pessoas cegas, seu funcionamento, sua importância educacional e seu papel no desenvolvimento da autonomia ainda são pouco compreendidos pela população em geral. Muitas pessoas jamais tiveram contato com materiais produzidos em Braille, desconhecem como ocorre o processo de alfabetização de uma criança cega e não sabem quais recursos são utilizados para possibilitar seu acesso ao conhecimento. Esse distanciamento, além de contribuir para a perpetuação de estereótipos, contribui também para a baixa participação da sociedade nas discussões relacionadas à acessibilidade e à inclusão. Além do desconhecimento sobre o Sistema Braille, observa-se também uma limitada compreensão social acerca das tecnologias assistivas voltadas às pessoas com deficiência visual. Embora instituições de ensino, centros de pesquisa e organizações desenvolvam soluções inovadoras para ampliar a acessibilidade e a autonomia desse público, essas iniciativas frequentemente permanecem restritas aos ambientes especializados, alcançando um número reduzido de pessoas. Como consequência, tecnologias com elevado potencial de impacto social tornam-se pouco conhecidas pela população, dificultando sua disseminação e apropriação pela comunidade. No âmbito institucional, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará tem investido continuamente em pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico voltados à acessibilidade e à inclusão educacional. A partir da atuação de pesquisadores, estudantes e parceiros institucionais, foram desenvolvidas tecnologias assistivas destinadas a modernizar e ampliar as possibilidades de alfabetização e interação das pessoas cegas com o mundo digital. Esses esforços culminaram na implantação da Sala Braille, ambiente que reúne diferentes soluções tecnológicas concebidas para aproximar o Sistema Braille das tecnologias contemporâneas e contribuir para a promoção da inclusão educacional. Contudo, a produção científica e tecnológica não representa o ponto final da atuação de uma instituição pública de ensino. Conforme estabelece o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, previsto no artigo 207 da Constituição Federal de 1988 (Brasil, 1988), o conhecimento produzido no ambiente acadêmico deve retornar à sociedade na forma de benefícios concretos, contribuindo para o desenvolvimento social, educacional e humano. Nesse sentido, a extensão universitária constitui o mecanismo por meio do qual a instituição compartilha com a comunidade os conhecimentos, tecnologias e experiências construídos em suas atividades de ensino e pesquisa. De acordo com a Política Nacional de Extensão Universitária e com as diretrizes do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX, 2012), a extensão deve ser compreendida como um processo educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre instituição e sociedade. Essa concepção reforça a compreensão de que a universidade e os institutos federais não devem limitar-se à produção de conhecimento, mas também assumir a responsabilidade de democratizar o acesso aos saberes produzidos e promover sua circulação social. Essa perspectiva dialoga diretamente com o pensamento de Paulo Freire (1996), para quem o conhecimento adquire sentido quando compartilhado e colocado a serviço da transformação da realidade. A educação, segundo o autor, deve ultrapassar os limites da transmissão de conteúdos e constituir-se como prática social comprometida com a construção de uma sociedade mais democrática e participativa. Sob essa ótica, iniciativas extensionistas representam oportunidades concretas de aproximação entre a instituição e a comunidade, fortalecendo o diálogo entre diferentes saberes e ampliando o alcance social do conhecimento científico. Da mesma forma, Santos (2010) defende que as instituições de ensino superior precisam superar modelos de produção de conhecimento restritos aos espaços acadêmicos, promovendo uma maior aproximação com as demandas da sociedade. Para o autor, a democratização do conhecimento constitui um dos principais desafios da universidade contemporânea, exigindo a construção de mecanismos que possibilitem a socialização dos resultados produzidos pela pesquisa científica junto aos diferentes segmentos sociais. Nessa mesma direção, Gallo (2003) ressalta que a educação pública possui compromisso permanente com a formação cidadã e com a transformação social, devendo atuar para além dos limites institucionais e contribuir efetivamente para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Assim, a divulgação e o compartilhamento das tecnologias desenvolvidas no âmbito do IFCE representam não apenas uma oportunidade de apresentar resultados de pesquisa, mas também uma forma de cumprir a função social da instituição perante a comunidade. É nesse contexto que se justifica a realização do Projeto Braille nas Escolas. A proposta surge da necessidade de ampliar a visibilidade social da Sala Braille e das tecnologias assistivas apresentadas no IFCE, promovendo espaços de diálogo e sensibilização capazes de aproximar a comunidade das discussões relacionadas à alfabetização de pessoas cegas, ao Sistema Braille e às possibilidades oferecidas pela inovação tecnológica para a promoção da acessibilidade. Ao abrir as portas da Sala Braille para servidores, estudantes, profissionais da educação, escolas e comunidade externa, o projeto possibilita a promoção da devolutiva social do conhecimento produzido, fortalecendo o compromisso institucional com a democratização do saber e com a construção de uma cultura de inclusão e acessibilidade. Por fim, a proposta apresenta elevada relevância social por contribuir para a ampliação do conhecimento da população sobre a realidade das pessoas cegas, estimular reflexões sobre acessibilidade e inclusão e disseminar tecnologias assistivas desenvolvidas para responder a demandas concretas da sociedade. Ao promover a aproximação entre comunidade e instituição, o projeto fortalece a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e reafirma o papel do IFCE como agente de transformação social comprometido com a produção e socialização do conhecimento em benefício da coletividade.
Público Alvo
As oficinas serão abertas à participação da comunidade externa, mediante inscrição em formulário eletrônico disponibilizado pela equipe executora, promovendo a aproximação entre instituição e sociedade por meio da disseminação de conhecimentos relacionados à acessibilidade e à inclusão educacional. Considerando a realização de oficinas presenciais ao longo dos 12 meses de execução do projeto, com formação de turmas conforme a demanda e capacidade de atendimento da Sala Braille, estima-se o atendimento de aproximadamente 500 a 1.000 participantes diretos durante o período de vigência da ação. Como público beneficiado indireto, incluem-se pessoas cegas e com deficiência visual, seus familiares e instituições de ensino, que poderão ser favorecidos pela ampliação do conhecimento social acerca da importância do Sistema Braille, das tecnologias assistivas e das iniciativas voltadas à promoção da acessibilidade e da inclusão desenvolvidas pelo IFCE.
Objetivo Geral
Disseminar conhecimentos sobre o Sistema Braille, os desafios da alfabetização de pessoas cegas e as tecnologias assistivas apresentadas na Sala Braille do IFCE, promovendo a aproximação entre a comunidade e as ações de acessibilidade apoiadas pela instituição e contribuindo para a conscientização social sobre inclusão e acessibilidade.
Objetivo Específico
1. Apresentar à comunidade interna e externa o Sistema Braille, sua relevância para a alfabetização de pessoas cegas e sua contribuição para a autonomia, inclusão social e acesso ao conhecimento. 2. Sensibilizar os participantes acerca dos desafios enfrentados pelas pessoas cegas nos processos de alfabetização, leitura, escrita e acesso à informação. 3. Demonstrar o funcionamento e as aplicações das tecnologias assistivas apresentadas na Sala Braille, incluindo o Eduka Braille, Slate Braille, Note Braille, Braille Printer, Braille Board e o aplicativo Sala Braille, evidenciando suas contribuições para a alfabetização, comunicação e interação das pessoas cegas com ambientes digitais. 4. Promover a aproximação entre a comunidade e as iniciativas de acessibilidade, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência visual, apresentadas na Sala Braille do IFCE. 5. Socializar os conhecimentos e tecnologias relacionados à acessibilidade e à alfabetização de pessoas cegas, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão e ampliando o diálogo entre instituição e sociedade.
Metodologia
A execução do Projeto Braille nas Escolas será organizada em cinco fases: 1. Preparação da ação extensionista Nesta fase serão realizadas as atividades preparatórias necessárias à execução do projeto, incluindo a organização dos materiais que serão utilizados durante as oficinas, a preparação dos formulários eletrônicos de inscrição, a elaboração dos materiais de divulgação e a verificação dos equipamentos e tecnologias assistivas que serão apresentados aos participantes. Essas ações visam garantir as condições adequadas para a realização das atividades previstas e o acompanhamento dos resultados obtidos ao longo da execução do projeto. 2.Divulgação, inscrições e organização das participações A divulgação do projeto será realizada por meio dos canais institucionais do IFCE, do Instituto Iracema, do NAPNE, de instituições parceiras e de redes sociais, podendo ser ampliada para outros espaços institucionais conforme demandas identificadas durante a execução da ação. As inscrições ocorrerão por meio de formulário eletrônico disponibilizado continuamente durante o período de execução do projeto, possibilitando o recebimento permanente de manifestações de interesse. A organização das participações será realizada de acordo com a demanda recebida, considerando a capacidade de atendimento da Sala Braille, a disponibilidade de datas para realização das oficinas e a necessidade de abertura de turmas adicionais, quando necessário. As primeiras oficinas serão destinadas, além do público externo, aos membros do NAPNE, servidores do IFCE, docentes e técnicos administrativos. 3. Realização das oficinas presenciais As oficinas serão realizadas presencialmente na Sala Braille do IFCE e constituirão o principal momento de aproximação entre a comunidade e as ações de acessibilidade desenvolvidas no âmbito institucional. Durante os encontros serão abordados aspectos relacionados à importância do Sistema Braille, aos desafios enfrentados pelas pessoas cegas nos processos de alfabetização e ao papel das tecnologias assistivas na promoção da inclusão e da autonomia. Também serão apresentadas a proposta da Sala Braille e as tecnologias assistivas integradas ao ambiente, incluindo o Eduka Braille, Slate Braille, Note Braille, Braille Printer, Braille Board e o aplicativo Sala Braille, evidenciando suas funcionalidades e aplicações. As atividades serão conduzidas de forma dialogada, estimulando a participação dos presentes, o compartilhamento de percepções e a reflexão sobre acessibilidade e inclusão social. 4. Monitoramento e avaliação do projeto O acompanhamento do projeto ocorrerá de forma contínua, incluindo o monitoramento das inscrições, organização das turmas, agendamento das oficinas, comunicação com os participantes e registro das atividades realizadas. O controle de acesso dos participantes ao campus será realizado mediante listas de presença e demais procedimentos institucionais estabelecidos pelos setores responsáveis. A avaliação buscará verificar o alcance dos objetivos propostos pelo projeto, contemplando aspectos como a compreensão dos conteúdos apresentados, a percepção dos participantes acerca da importância da temática, o impacto das atividades desenvolvidas e sugestões para o aprimoramento das ações. Para isso, será aplicado formulário eletrônico ao final de cada oficina, cujos resultados serão sistematizados para geração de indicadores e acompanhamento da efetividade da ação extensionista. 5. Sistematização e divulgação dos resultados Ao término da execução do projeto, os dados obtidos serão organizados e sistematizados com vistas à elaboração de relatórios e à divulgação institucional dos resultados alcançados. Eventuais produções técnico-científicas, tais como relatos de experiência, resumos ou artigos, poderão ser desenvolvidas a partir das experiências vivenciadas durante a execução do projeto, sem constituírem obrigação formal da proposta.