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Campus:
CAMPUS ACOPIARA
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Aprender para Desenvolver: intervenção pedagógica junto a estudantes com dificuldades de aprendizagem na perspectiva histórico-cultural.
Área Temática:
Educação
Linha de Extensão:
Educação Inclusiva
Data de Início:
03/08/2026
Previsão de Fim:
03/02/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
15
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
30
Local de Atuação:
Urbano
Fomento:
EDITAL 14/2026 – EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO PARA OS PROGRAMAS/NÚCLEOS E PROJETOS INSTITUCIONAIS
Programa Institucional
NAPNEs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Acopiara
Formas de Avaliação:
Participação
Relatório
Reunião
Trabalhos Escritos
Formas de Divulgação:
Site institucional
Redes sociais
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Emanuelle de Souza Barbosa
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Emanuelle de Souza Barbosa IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 03/08/2026 03/02/2027
Micael Alencar Lopes IFCE Integrante Discente IFCE Não 3 03/08/2026 03/12/2026
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2.8
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O presente projeto de extensão surge da necessidade de desenvolver ações sistemáticas de intervenção pedagógica direcionadas a estudantes que apresentam dificuldades persistentes de aprendizagem no contexto escolar. Fundamentado nos pressupostos da Psicologia Histórico-Cultural, especialmente nos estudos de Vigotski; Luria; Leontiev (2017); Vigotski (2007); Luria (2015; 2017), o projeto compreende que o desenvolvimento humano ocorre principalmente por meio das relações sociais e dos processos de mediação cultural. Pois de acordo com Vigotski (2007) "O bom aprendizado é somente aquele que se adianta ao desenvolvimento" (VIGOTSKI, 2007, p. 103). Nessa perspectiva, as dificuldades de aprendizagem não são entendidas como limitações inerentes ao estudante, mas como fenômenos que podem ser transformados mediante práticas pedagógicas intencionalmente organizadas. Assim, propõe-se a realização de uma intervenção em parceria com uma escola pública do município de Acopiara, envolvendo estudantes identificados pela equipe escolar como apresentando dificuldades significativas em leitura, escrita, atenção, memória e raciocínio lógico-matemático. A proposta busca articular ensino, pesquisa e extensão por meio da atuação do bolsista do NAPNE, que participará do planejamento, execução e avaliação das atividades de intervenção, contribuindo para a produção de conhecimento sobre práticas inclusivas voltadas às necessidades educacionais específicas.
Justificativa
Os indicadores educacionais nacionais demonstram que uma parcela significativa dos estudantes conclui etapas da escolarização apresentando dificuldades importantes de leitura, escrita e raciocínio matemático. Dados do Saeb 2023 revelam que, no 9º ano do Ensino Fundamental, 59% dos estudantes encontram-se nos quatro níveis mais baixos de proficiência em Língua Portuguesa e 62,8% nos níveis mais baixos de Matemática. Na 3ª série do Ensino Médio, esse cenário permanece preocupante: 64,9% dos estudantes apresentam desempenho concentrado nos níveis inferiores de proficiência em Língua Portuguesa, enquanto a Matemática continua sendo uma das áreas de maior fragilidade da aprendizagem escolar. No cotidiano escolar, tais dificuldades frequentemente são compreendidas como problemas individuais dos estudantes, gerando encaminhamentos para serviços especializados sem que sejam exploradas as possibilidades pedagógicas de intervenção.A Psicologia Histórico-Cultural oferece uma perspectiva distinta ao defender que o ensino adequadamente organizado promove desenvolvimento. Segundo Vigotski; Luria; Leontiev (2017), a aprendizagem orientada pode impulsionar funções psicológicas ainda em processo de maturação, ampliando as possibilidades de desenvolvimento dos sujeitos. Nesse sentido, o projeto pretende contribuir para: • Fortalecer processos de aprendizagem de estudantes em situação de queixa escolar; • Apoiar a escola na construção de estratégias inclusivas; • Produzir conhecimentos sobre práticas pedagógicas fundamentadas na Psicologia Histórico-Cultural; • Fortalecer a atuação extensionista do NAPNE.
Público Alvo
- Estudantes do Ensino Fundamental II com dificuldades de aprendizagem indicados pela escola parceira; - Professores; - Gestores Escolares
Objetivo Geral
Promover o desenvolvimento das funções psicológicas superiores de estudantes com dificuldades de aprendizagem por meio de intervenções pedagógicas fundamentadas na Psicologia Histórico-Cultural.
Objetivo Específico
1. Identificar estudantes com dificuldades persistentes de aprendizagem em parceria com a escola participante. 2. Realizar diagnóstico pedagógico inicial dos participantes. 3. Planejar e executar intervenções voltadas ao desenvolvimento da leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático. 4. Desenvolver atividades que favoreçam atenção voluntária, memória mediada, linguagem e planejamento. 5. Produzir materiais educativos e científicos relacionados aos resultados obtidos.
Metodologia
Etapa 1 – Planejamento e articulação institucional Reuniões com a gestão escolar e definição dos critérios de participação dos estudantes. Etapa 2 – Diagnóstico pedagógico Aplicação de instrumentos de observação, análise de produções escolares e entrevistas com professores. Etapa 3 – Organização dos grupos Formação de pequenos grupos de estudantes com dificuldades semelhantes. Etapa 4 – Intervenções pedagógicas Realização de encontros semanais de duas horas envolvendo: • Leitura compartilhada; • Produção textual mediada; • Jogos cognitivos; • Resolução de problemas; • Atividades colaborativas; Etapa 6 – Avaliação dos resultados Análise dos dados coletados no início e no final do projeto. Etapa 7 – Socialização dos resultados Produção de relatório final, apresentação em eventos científicos e elaboração de material orientador para escolas.