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Campus:
CAMPUS TIANGUA
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Cordel pela Inclusão: cultura popular a serviço da acessibilidade e contra o capacitismo
Área Temática:
Cultura
Linha de Extensão:
Acessibilidade
Data de Início:
01/08/2026
Previsão de Fim:
31/01/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
150
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
1000
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
EDITAL 14/2026 – EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO PARA OS PROGRAMAS/NÚCLEOS E PROJETOS INSTITUCIONAIS
Programa Institucional
NAPNEs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Tianguá
Formas de Avaliação:
Participação
Relatório
Frequência
Formas de Divulgação:
Site institucional
Redes sociais
Folheto
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Benedito Gomes Rodrigues
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Benedito Gomes Rodrigues IFCE Coordenador Técnico Administrativo IFCE Não 6 01/08/2026 31/01/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2800.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Workshop Cordel pela Inclusão Evento
Apresentação
O projeto “Cordel pela Inclusão: cultura popular a serviço da acessibilidade e contra o capacitismo” propõe a produção, revisão, diagramação, impressão local e divulgação de folhetos educativos em cordel sobre temas relacionados à inclusão, acessibilidade, necessidades educacionais específicas e enfrentamento de barreiras atitudinais. A proposta parte da valorização do cordel como linguagem popular, poética e acessível, capaz de aproximar temas institucionais e educacionais de diferentes públicos. Ao longo da ação, serão elaborados ao menos três cordéis educativos, em formato curto e de fácil reprodução, preferencialmente organizados para impressão simples em folha A4, com disponibilização em meio digital no site oficial do IFCE Campus Tianguá e divulgação pelas redes sociais institucionais. Os temas inicialmente previstos envolvem deficiências e condições invisíveis, altas habilidades/superdotação e deficiência intelectual, sem prejuízo de ajustes durante a execução do projeto, considerando a pesquisa temática, a viabilidade de produção, a pertinência institucional e as demandas do NAPNE. A proposta também contempla a realização do evento vinculado “Oficina Cordel pela Inclusão”, voltado à sensibilização sobre capacitismo e barreiras atitudinais, com produção de poemas em cordel por participantes para exposição e ambientação do campus. A culminância do projeto prevê a disponibilização dos materiais durante o Encontro dos NAPNEs a ser realizado no IFCE Campus Tianguá, bem como sua publicação em canais digitais institucionais, ampliando o alcance da ação e permitindo que os folhetos sejam utilizados por estudantes, servidores, profissionais da educação e demais interessados.
Justificativa
A inclusão de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, altas habilidades/superdotação e outras necessidades educacionais específicas exige não apenas a existência de normativos, mas também a construção cotidiana de uma cultura institucional acessível e anticapacitista. No ambiente escolar e acadêmico, muitas barreiras não estão apenas na estrutura física ou nos recursos pedagógicos, mas nas atitudes, nas expectativas e nas formas de relação estabelecidas com os estudantes. Temas como deficiências invisíveis, altas habilidades/superdotação e deficiência intelectual ainda são pouco compreendidos no cotidiano educacional. As deficiências e condições não aparentes frequentemente são desacreditadas, gerando frases como “nem parece que tem deficiência” ou “isso é desculpa”. As altas habilidades/superdotação costumam ser atravessadas por mitos, como a ideia de que esses estudantes não precisam de apoio, têm facilidade em tudo ou sempre apresentam alto rendimento escolar. A deficiência intelectual, por sua vez, ainda é marcada por estigmas, infantilização e baixa expectativa, apesar de ser uma condição presente nos contextos escolares e demandar práticas pedagógicas acessíveis, respeito ao ritmo de aprendizagem e reconhecimento da autonomia possível. Nesse contexto, o cordel apresenta-se como estratégia educativa potente, pois utiliza linguagem popular, ritmo, rima e oralidade para comunicar temas complexos de forma mais simples, memorável e próxima das pessoas. A proposta não pretende substituir materiais técnicos, legislações ou formações especializadas, mas produzir recursos introdutórios, curtos e acessíveis, capazes de apoiar ações de sensibilização, rodas de conversa, atividades do NAPNE e momentos formativos. A produção de folhetos em formato curto, com possibilidade de impressão local em folha A4 e disponibilização gratuita em meio digital, amplia a replicabilidade da ação. Além disso, a realização da “Oficina Cordel pela Inclusão” possibilitará a participação ativa de estudantes e demais interessados na reflexão sobre capacitismo e barreiras atitudinais, resultando em poemas que poderão compor uma intervenção visual no campus.
Público Alvo
A comunidade externa beneficiada será composta por participantes do Encontro dos NAPNEs realizado no IFCE Campus Tianguá, profissionais da educação, estudantes de outras instituições, familiares, representantes de instituições parceiras e demais pessoas alcançadas pela divulgação dos materiais no site oficial e nas redes sociais do campus. Estima-se que a comunidade externa seja beneficiada tanto de forma direta, por meio do acesso aos materiais impressos e à participação em atividades vinculadas ao encontro, quanto de forma indireta, por meio da disponibilização digital dos folhetos educativos.
Objetivo Geral
Desenvolver e divulgar cordéis educativos sobre inclusão, acessibilidade e necessidades educacionais específicas, utilizando a cultura popular como estratégia de enfrentamento ao capacitismo e de promoção de uma cultura institucional mais acessível no IFCE Campus Tianguá.
Objetivo Específico
- Pesquisar temas relacionados à inclusão, acessibilidade, barreiras atitudinais, deficiências invisíveis, altas habilidades/superdotação e deficiência intelectual. - Produzir ao menos três folhetos educativos em cordel, em formato curto e de fácil reprodução. - Realizar revisão técnica, textual e poética dos materiais produzidos. - Diagramar os folhetos em formato adequado para disponibilização digital e impressão local. - Imprimir e confeccionar exemplares para circulação em ações institucionais e no Encontro dos NAPNEs realizado no IFCE Campus Tianguá. - Realizar a “Oficina Cordel pela Inclusão”, abordando capacitismo, barreiras atitudinais e noções básicas de produção de cordel. - Estimular a produção de poemas em cordel pelos participantes da oficina, utilizando os textos em intervenção visual e educativa no campus. - Disponibilizar os cordéis no site oficial do IFCE Campus Tianguá e divulgá-los pelas redes sociais institucionais. - Registrar, avaliar e sistematizar os resultados da ação em relatório final no SIGPROEXT.
Metodologia
A metodologia será organizada em etapas integradas, envolvendo planejamento, pesquisa, escrita, revisão, diagramação, impressão, realização de oficina, divulgação e avaliação. 1. Planejamento e organização inicial Nesta etapa, a coordenação organizará o cronograma, definirá os fluxos de trabalho, alinhará a proposta com o NAPNE e organizará as condições para execução do projeto. Também serão definidos os procedimentos de acompanhamento do(a) bolsista, controle de frequência, registros das atividades e produtos esperados. 2. Pesquisa temática e levantamento de referências Serão pesquisados temas relacionados à inclusão, acessibilidade, deficiências e condições invisíveis, altas habilidades/superdotação, deficiência intelectual, barreiras atitudinais e capacitismo. A pesquisa terá caráter introdutório e educativo, com foco na produção de materiais acessíveis à comunidade, sem pretensão de substituir documentos técnicos ou formações especializadas. 3. Escrita dos cordéis A coordenação ficará responsável pela escrita principal dos cordéis, com apoio do(a) bolsista na organização de referências, levantamento de informações, leitura crítica inicial e sistematização dos temas. Os cordéis poderão assumir formato informativo, narrativo ou híbrido, conforme a adequação ao tema e a viabilidade de produção. 4. Revisão técnica, textual e poética Os textos passarão por revisão para verificar clareza, respeito conceitual, adequação da linguagem, coerência com a perspectiva inclusiva e cuidado para evitar estereótipos. Sempre que possível, poderão ser realizadas leituras críticas por membros do NAPNE ou servidores com experiência na área. 5. Diagramação e acessibilidade dos materiais Os folhetos serão diagramados em formato simples, preferencialmente compatível com impressão em folha A4. Será priorizada a produção de versões digitais acessíveis, com texto legível, organização clara, contraste adequado e possibilidade de leitura em formato textual. Poderão ser incluídos QR Codes para acesso digital aos materiais. 6. Realização do evento vinculado Será realizada a “Oficina Cordel pela Inclusão”, com carga horária total de 10 horas, organizada em dois encontros presenciais e uma atividade orientada de produção textual. A oficina abordará noções básicas de cordel, capacitismo e barreiras atitudinais. Ao final, os participantes produzirão poemas em cordel que poderão ser utilizados para ambientação, exposição e decoração educativa no campus. 7. Impressão, confecção e disponibilização dos folhetos Após revisão e diagramação, serão impressos exemplares locais dos cordéis para distribuição ou exposição em ações institucionais. A disponibilização dos materiais será priorizada durante o Encontro dos NAPNEs realizado no IFCE Campus Tianguá, bem como em espaços do campus e em canais digitais institucionais. 8. Divulgação institucional Os materiais serão divulgados pelo site oficial do IFCE Campus Tianguá, Instagram institucional, e-mail, cartazes com QR Code e outros canais disponíveis. Poderão ser produzidas peças curtas de divulgação para redes sociais, conforme disponibilidade da equipe, sem constituir meta obrigatória do projeto. 9. Acompanhamento e avaliação A avaliação ocorrerá por meio do acompanhamento das atividades previstas, frequência do(a) bolsista, participação na oficina, registro dos produtos elaborados, avaliação dos participantes e elaboração de relatório final. Também serão observados os produtos concretos gerados: cordéis finalizados, exemplares impressos, publicação digital, poemas produzidos na oficina e registros da ação. ATIVIDADES DO(A) BOLSISTA O(a) bolsista atuará durante o período de vigência da bolsa, de agosto a novembro de 2026, com carga horária de 12 horas semanais, sob acompanhamento direto da coordenação do projeto. Suas atividades envolverão: - Apoio à pesquisa de referências sobre inclusão, acessibilidade, deficiências invisíveis, altas habilidades/superdotação, deficiência intelectual, capacitismo e barreiras atitudinais. - Organização de arquivos, materiais de apoio, cronograma e registros do projeto. - Apoio à diagramação simples dos folhetos e organização de versões digitais. - Apoio à impressão, dobra, montagem e organização dos exemplares físicos. - Apoio logístico na realização da “Oficina Cordel pela Inclusão”. - Controle de inscrições, frequência e registros fotográficos ou documentais da oficina, quando autorizado. - Apoio na organização dos poemas produzidos pelos participantes para exposição no campus. - Apoio à divulgação institucional dos materiais no site, Instagram e demais canais autorizados. - Apoio à sistematização dos resultados para o relatório final do projeto.