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Campus:
CAMPUS ACARAU
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Segunda Fase - Turismo de Base Comunitária: Construção Participativa na Comunidade Quilombola Córrego dos Iús, Acaraú - CE
Área Temática:
Cultura
Linha de Extensão:
Turismo
Data de Início:
01/08/2026
Previsão de Fim:
03/02/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
30
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
70
Local de Atuação:
Rural
Fomento:
EDITAL 14/2026 – EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO PARA OS PROGRAMAS/NÚCLEOS E PROJETOS INSTITUCIONAIS
Programa Institucional
NEABIs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Acaraú
Formas de Avaliação:
Participação
Reunião
Debate
Formas de Divulgação:
Áudio
Redes sociais
Entrega presencial de convites
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Rafael Vieira Menezes Carneiro
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Danyelle de Lima Teixeira IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 03/08/2026 03/02/2027
Maria Elisangela de Sousa IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 01/08/2026 03/02/2027
Rafael Vieira Menezes Carneiro IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 01/08/2026 03/02/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2800.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O presente projeto constitui a segunda fase do processo de construção participativa do Turismo de Base Comunitária (TBC) na Comunidade Remanescente Quilombola Córrego dos Iús, localizada no município de Acaraú, Ceará. A proposta dá continuidade às ações desenvolvidas anteriormente junto à comunidade, voltadas ao fortalecimento da identidade territorial, da memória coletiva e da organização comunitária para o desenvolvimento de atividades turísticas alinhadas aos princípios da autogestão, da valorização cultural e da defesa do território. O Turismo de Base Comunitária é compreendido como uma estratégia de desenvolvimento territorial que reconhece a comunidade como protagonista na gestão da atividade turística, na preservação de seu patrimônio cultural e ambiental e na distribuição dos benefícios gerados. Nessa perspectiva, o turismo não se configura apenas como atividade econômica, mas como instrumento de fortalecimento das identidades coletivas, valorização dos modos de vida tradicionais e ampliação das possibilidades de permanência digna no território. A proposta busca consolidar os resultados construídos na primeira etapa do projeto, especialmente aqueles relacionados ao roteiro comunitário "Cultura Quilombola e Ancestralidade", à identificação dos elementos culturais do território, à formação de condutores locais e à construção coletiva de estratégias para recepção de visitantes. Observação: O aluno bolsista ainda será selecionado.
Justificativa
A Comunidade Remanescente Quilombola Córrego dos Iús vem construindo, de forma participativa, um processo de organização para o desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária como estratégia de valorização cultural, fortalecimento identitário e geração complementar de renda. Entretanto, a consolidação dessa iniciativa demanda o aprofundamento de ações voltadas à sistematização da memória coletiva, ao fortalecimento das narrativas comunitárias e à organização dos mecanismos de gestão da atividade turística. A continuidade do projeto justifica-se pela necessidade de apoiar a comunidade na preservação e valorização de seus patrimônios culturais, evitando que a atividade turística reproduza práticas de folclorização ou exotização das populações tradicionais. Ao contrário, busca-se promover processos de educação patrimonial, reconhecimento da ancestralidade afro-indígena e fortalecimento da identidade quilombola local. Destaca-se ainda a importância de apoiar a estruturação do espaço de memória comunitária, concebido pela própria comunidade como um mini museu destinado à preservação de utensílios, objetos, fotografias e narrativas relacionadas às gerações mais antigas. Esse espaço contribuirá para o fortalecimento da memória coletiva e para a qualificação das experiências oferecidas aos visitantes. Além disso, torna-se necessário avançar na formação dos condutores locais e na construção de mecanismos de gestão coletiva dos recursos gerados pela atividade turística, assegurando que os benefícios permaneçam na comunidade e contribuam para a defesa permanente do território.
Público Alvo
Membros da Comunidade Remanescente Quilombola do Córrego dos Iús, em Acaraú/CE.
Objetivo Geral
Consolidar o processo de organização comunitária para o planejamento, gestão e operação do roteiro "Cultura Quilombola e Ancestralidade", fortalecendo o Turismo de Base Comunitária como instrumento de valorização cultural, geração de renda e defesa do território na Comunidade Quilombola Córrego dos Iús.
Objetivo Específico
Sistematizar e organizar os registros referentes à história oral, memória coletiva e identidade territorial produzidos durante a primeira fase do projeto; • Apoiar a organização e estruturação do espaço comunitário de memória (mini museu), incluindo a identificação, catalogação e registro dos objetos e utensílios tradicionais da comunidade; • Fortalecer a atuação dos condutores locais por meio do aprimoramento das narrativas interpretativas relacionadas à história, cultura, ancestralidade e territorialidade quilombola; • Revisar e aperfeiçoar o roteiro comunitário "Cultura Quilombola e Ancestralidade", incorporando os elementos identificados pela comunidade ao longo do processo participativo; • Elaborar, de forma coletiva, diretrizes para criação e gestão do Fundo de Defesa do Território, vinculado às atividades do Turismo de Base Comunitária; • Incentivar o protagonismo comunitário na gestão da atividade turística e na preservação dos patrimônios culturais locais.
Metodologia
A proposta será desenvolvida por meio de uma abordagem participativa e dialógica, valorizando os saberes da comunidade e respeitando o tempo coletivo de construção das ações. As atividades ocorrerão no período de agosto e novembro de 2026. com encontros presenciais realizados na Igreja da Comunidade. Esta nova fase será organizada em três módulos, estruturados em diferentes modalidades pedagógicas, como oficinas, rodas de conversa, minicursos e atividades práticas, buscando integrar formação teórica e prática. MÓDULO I – IDENTIDADE, MEMÓRIA E TERRITÓRIO Modalidades: Oficinas participativas e rodas de conversa. Serão organizados e sistematizados os dados produzidos durante a primeira fase do projeto, especialmente aqueles relacionados ao mapeamento participativo do território, à história oral da comunidade e aos elementos culturais identificados pelos moradores. Também serão aprofundadas discussões sobre identidade quilombola, memória coletiva, ancestralidade, patrimônio cultural e direitos territoriais, considerando a legislação específica voltada às comunidades quilombolas e a importância do reconhecimento étnico para o fortalecimento comunitário. MÓDULO II – ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO DE MEMÓRIA COMUNITÁRIA Modalidades: Oficina prática e mutirão comunitário. Neste módulo será apoiada a organização do mini museu comunitário, incluindo a identificação, catalogação e registro dos utensílios, ferramentas, fotografias e demais objetos considerados representativos da história local. Os participantes serão estimulados a compartilhar memórias associadas aos objetos, contribuindo para a construção de narrativas interpretativas que possam integrar as futuras atividades de visitação. MÓDULO III – CONDUÇÃO DE VISITANTES E GESTÃO COMUNITÁRIA DO TURISMO Modalidades: Oficina, simulações práticas e planejamento participativo. Serão realizadas atividades voltadas ao aperfeiçoamento dos condutores locais, enfatizando técnicas de interpretação do patrimônio, acolhimento de visitantes, comunicação comunitária e condução de grupos. Também será realizada a revisão coletiva do roteiro "Cultura Quilombola e Ancestralidade" e a construção participativa das diretrizes para funcionamento do Fundo de Defesa do Território, estabelecendo princípios, objetivos e formas de gestão coletiva dos recursos provenientes das atividades turísticas.