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Campus:
CAMPUS CRATEUS
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
FOTOGRAFIAS INDÍGENAS E QUILOMBOLAS DE CRATEÚS
Área Temática:
Cultura
Linha de Extensão:
Diversidade Étnico-racial
Data de Início:
03/08/2026
Previsão de Fim:
03/02/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
50
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
200
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
EDITAL 14/2026 – EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO PARA OS PROGRAMAS/NÚCLEOS E PROJETOS INSTITUCIONAIS
Programa Institucional
NEABIs
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Crateús
Formas de Avaliação:
Participação
Relatório
Frequência
Reunião
Trabalho em grupo
Formas de Divulgação:
Áudio
E-mail
Folder
Site institucional
Redes sociais
Articulações institucionais
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Valeria Correia Lourenco
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
George Bezerra Pinheiro IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 03/08/2026 03/02/2027
Gilda Maria Rodrigues do Nascimento IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 03/08/2026 03/02/2027
Valeria Correia Lourenco IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 03/08/2026 03/02/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Associação Remanescente do Quilombo das Queimadas Não
Escola Kariri-Tabajara Não
Escola Raízes Indígenas de Crateús Não
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2800.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
A presente proposta se coloca no campo do entroncamento entre território, cultura, memória, arte e educação para as relações étnico-raciais. A linguagem artística a ser preconizada é a da fotografia. Nosso projeto tem como objetivo principal fortalecer a presença pública das identidades de indígenas e quilombolas em Crateús a partir de registros fotográficos dessas populações e de povos que vivem nesse município. O projeto aqui apresentado está relacionado ao Núcleo de estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI IFCE campus Crateús) e tem fomento do Edital 14/2026 ASS-PROEXT/PROEXT/REITORIA-IFCE, processo SEI de adesão n. 23293.002822/2026-86.
Justificativa
Crateús é um município do estado do Ceará com cerca de pouco mais de 70 mil habitantes e que congrega cinco etnias indígenas em seu território: Kariri, Tabajara, Potyguara, Kalabaça e Tupinambá. Além disso, há uma comunidade quilombola localizada a cerca de 26 km da sede do município, o Quilombo das Queimadas, conhecido nacionalmente por sua luta pela terra. Para além desses povos tradicionais, temos os assentamentos rurais, os povos ciganos e os povos de terreiro. Além desse aspecto territorial, que está atrelado à cultura desses povos, estamos nos referindo a um projeto que será desenvolvido no âmbito do IFCE, uma instituição de ensino. Deste modo, nosso projeto procura contribuir com as demandas propostas pelas legislações federais que tratam da diversidade étnico-racial do país, a saber: lei 10.639 de 2003 que trata da obrigatoriedade do ensino de história, cultura e memória africana, afro-brasileira e indígena; e da lei 11.645 de 2008 que ampliam a legislação anterior ao colocar as histórias, culturas e memórias indígenas como itens importantes ao longo do aprendizado educacional no Brasil. As referidas leis ampliaram a lei maior da educação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394 de 1996 trazendo uma possibilidade de ensino mais plural. Acerca da temática indígena, o município é o segundo do Ceará a reconhecer uma língua indígena para além da língua portuguesa, o Dzubucuá, uma língua do povo Kariri. Também temos duas escolas indígenas no território e duas escolas localizadas no quilombo das Queimadas. Apesar de todos esses aspectos positivos listados acima e do próprio nome da cidade, uma referência aos indígenas Karatis, no dia a dia do município, andando pelas ruas, essa diversidade étnica não é celebrada. Ao contrário, há quase uma tentativa de apagamento da história desses povos e comunidades tão plurais que constroem esse espaço cotidianamente. Desse modo, trazer um projeto que mostre em imagens os rostos das pessoas que construíram e que constroem esse território pode contribuir com dois aspectos: a) desconstruir o imaginário de que não existem pessoas negras ou indígenas no Ceará; b) colaborar para que esses grupos socialmente vistos como inferiores e, muitas vezes, marginalizados, afinal, vivem nas franjas do município, em bairros afastados, possam sentir orgulho de ver suas vivências sendo retratadas por uma instituição de tanto respeito como o IFCE campus Crateús. De acordo com Ailton Krenak (2020), poderemos adiar o fim do mundo cada vez que contarmos uma história, não uma história em que determinados corpos são apagados ou invisibilizados, mas uma narrativa em que eles também apareçam como protagonistas de momentos importantes de nossa história local e nacional.
Público Alvo
Povos indígenas Potiguara, Calabaça, Kariri, Tabajara e Tupinambá de Crateús, especialmente, a população em contexto urbano. Comunidade Quilombola de Queimadas
Objetivo Geral
Produzir registros fotográficos de indígenas e quilombolas do município de Crateús
Objetivo Específico
01. Questionar o processo histórico de invisibilização, em seu contexto territorial específico, de comunidades quilombolas e povos indígenas; 02. Ajudar na estratégia de fortalecimento e reconhecimento desses povos e identidades; 03. Contribuir para a compreensão de que Crateús é um território marcada pela diversidade étnica e racial; 02. Organizar uma exposição dessas fotografias em instituições e espaços públicos de Crateús; 03.
Metodologia
Primeiramente, o(a)a estudante selecionada passará por um processo formativo acerca de debates sobre as identidades indígenas e quilombolas; de ética sobre a imagem; uma formação de fotografia. Em seguida, iniciaremos um mapeamento de quais pessoas serão convidadas a fazer parte do projeto. Vamos tentar traçar um recorte em que sejam contempladas quilombolas e indígenas de diferentes idades e com um equilíbrio de gêneros, ou seja, a mesma quantidade de homens e de mulheres, mas com idades diferenciadas. Todos participantes deverão assinar um termo de consentimento para que as suas fotos possam ser utilizadas. Esses registros fotográficos serão feitos no cotidiano, nos locais de moradia, trabalho, estudo, lazer e cuidado desses povos e populações. A ideia é que o ordinário seja capturado pelas lentes no sentido de se contrapor às imagens estereotipadas sobre o que é ser e existir indígena e quilombola. Se existem identidades indígenas e quilombolas marcadas por uma particularidade de lugares mais "tradicionais", também é verdade que essas identidades não são instáveis. Pelo contrário, são múltiplas e diversas. Indígenas e quilombolas estão nas escolas, universidades, no comércio, na saúde, na agricultura etc. Mostrar esse cotidiano dessas identidades múltiplas e diversas é ajudar a desestabilizar a imagens ideológicas produzidas historicamente que levam aos apagamentos que já citamos anteriormente. Após a etapa de captação das imagens, realizaremos uma seleção com algumas fotos que serão reveladas em um tamanhos maiores e serão impressas em material que possibilite a exposição. Na etapa de exposição, pensamos em realizá-la nos meses de novembro a fevereiro, forma itinerante, nos seguintes espaços: IFCE; Academia Crateuense de Letras; Escola Indígena Kariri-Tabajara; Escola Raízes Indígenas; FAEC-UECE; Memorial Vicente Kariri; Polo de Saúde Indígena Tereza Kariri. Por fim, será realizado uma etapa de produção de relatórios das atividades realizadas