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Campus:
CAMPUS AVANÇADO DE GUARAMIRANGA
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Indígenas e quilombolas do Ceará: identidade e pertencimento
Área Temática:
Cultura
Linha de Extensão:
Diversidade Étnico-racial
Data de Início:
03/08/2026
Previsão de Fim:
04/02/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
40
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
300
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
EDITAL 14/2026 – EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO PARA OS PROGRAMAS/NÚCLEOS E PROJETOS INSTITUCIONAIS
Programa Institucional
NEABIs
Modelo de Oferta da Atividade:
Semi-Presencial
Formas de Avaliação:
Participação
Relatório
Frequência
Reunião
Seminário
Trabalho em grupo
Debate
Formas de Divulgação:
E-mail
Site institucional
Redes sociais
Jornal e TV
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Clotilde Tania Rodrigues Luz
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Clotilde Tania Rodrigues Luz IFCE Coordenador Técnico Administrativo IFCE Não 10 03/08/2026 04/02/2027
Jose Nilton Rodrigues Silva IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 03/08/2026 04/02/2027
Rosaline Ferreira de Oliveira IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 03/08/2026 04/02/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2.8
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
Entre 01 de agosto de 2025 e 01 de fevereiro de 2026, o NEABI do Campus Guaramiranga desenvolveu o projeto “Povos indígenas e quilombolas do Ceará: aqui tem negro e indígena sim”. A amplitude da temática não nos permitiu tratar com a devida profundidade todas as questões pertinentes a esse assunto, o que nos levou a decidir que nosso projeto de 2026.2 seria uma continuação do anterior, o qual nos possibilitou estudar um pouco sobre quilombos, realizar atividades relacionadas e conhecer o quilombo da Serra do Evaristo (em Baturité – CE), uma experiência riquíssima. Não conseguimos, contudo, tratar sobre os povos indígenas do Ceará, então esse novo projeto será mais voltado para eles, sem deixar de lado as questões quilombolas. Com o título de “Indígenas e quilombolas do Ceará: identidade e pertencimento”, ao dar continuidade ao que vínhamos fazendo, nosso objetivo é o mesmo: trazer para a comunidade escolar e civil discussões sobre as raízes indígenas e quilombolas do povo cearense. Na região do Maciço do Baturité, que inclui, dentre outros, os municípios atendidos pelo IFCE Campus de Guaramiranga (Guramiranga, Mulungu, Pacoti e Palmácia), é notável a presença de pessoas negras e de ascendência indígena e afro-brasileira. A questão de base é: como essas pessoas se veem do ponto de vista étnico-racial? De acordo com Chermont (2014), é difusa na “Terra da luz” a ideia falsa de que não há negro nem indígena no Ceará. Isso faz com que a construção identitária da população seja um desafio em todo o estado. Segundo Ratts (2009, p. 222), “negros e indígenas partilham a mesma experiência de serem considerados ‘povos invisíveis’, na qual ambos tiveram suas histórias rasuradas pelo discurso oficial”. Esse histórico de invisibilidade entra em contraste com a diversidade de fenótipos presente no Brasil e no Ceará, principalmente na região atendida pelo IFCE Campus Guaramiranga. Tal contexto demanda a promoção das culturas indígenas e afro-brasileira nesse território por meio de ações que valorizem essas identidades ancestrais. Como resultados das ações a serem desenvolvidas por meio deste projeto, espera-se contribuir com o delicado e complexo processo de construção identitária das comunidades envolvidas.
Justificativa
No Ceará, existem povos indígenas e comunidades quilombolas pouco conhecidas fora de seus territórios. Ao conhecer melhor esses grupos − suas histórias, culturas e resistência – acreditamos que, como em um espelho, será mais fácil reconhecer nossas próprias identidades. Com efeito, é de grande relevância que assumamos nossas origens e valorizemos todas as culturas que formam nossas comunidades. Por isso, defendemos que o projeto “Indígenas e quilombolas do Ceará: identidade e pertencimento” pode cooperar, por meio das ações a serem realizadas, na construção de comunidades conscientes e orgulhosas de suas raízes indígenas e quilombolas.
Público Alvo
População dos municípios de Guaramiranga, Pacoti, Mulungu e Palmácia, que são municípios atendidos pelo IFCE Campus Guaramiranga.
Objetivo Geral
Contribuir com o processo de construção identitária, reconhecimento e valorização dos povos indígenas e quilombolas do Ceará junto à população de Guaramiranga, Pacoti, Mulungu e Palmácia.
Objetivo Específico
Sistematizar informações sobre a história, a cultura e a localização de povos indígenas e quilombolas cearenses, com foco no Maciço do Baturité. Promover a visibilidade das heranças ancestrais e das identidades étnico-raciais na comunidade escolar e civil da região. Estimular a articulação entre o campus e a comunidade externa para o respeito à diversidade e a superação de visões etnocêntricas.
Metodologia
-Etapa 1: Planejamento e Divulgação Consiste nas reuniões iniciais da equipe de trabalho (servidores e bolsista) para o alinhamento das ações, divisão de tarefas e definição do cronograma detalhado de execução. Nesta etapa, será estruturada a mobilização da comunidade externa por meio de parcerias com escolas públicas municipais e estaduais, ONGs e lideranças locais dos municípios de Guaramiranga, Mulungu, Pacoti e Palmácia. A divulgação e as inscrições para as atividades serão feitas através de materiais digitais (redes sociais e site institucional do IFCE), além de cartazes físicos e visitas presenciais às salas de aula e escolas parceiras, visando garantir que a comunidade externa componha a maioria dos participantes. Etapa 2: Execução Fase de realização prática das intervenções extensionistas voltadas ao público-alvo, englobando as seguintes ações: Realização de levantamento e pesquisas sobre comunidades indígenas e quilombolas do Ceará, com foco na identificação de remanescentes no Maciço do Baturité; Organização de círculos de estudos e debates utilizando textos, livros e produções audiovisuais sobre a temática étnico-racial; Realização de rodas de conversa abertas à comunidade sobre pertencimento e identidade; Planejamento e execução de eventos educativos e culturais integrados (como ações alusivas ao Dia da Consciência Negra e ao Dia dos Povos Indígenas), com convite formal e transporte articulado para estudantes das redes municipais de ensino; Realização de visita de campo guiada a uma comunidade indígena do estado para intercâmbio cultural. Etapa 3: Acompanhamento e Avaliação O monitoramento do projeto ocorrerá de forma contínua por meio de reuniões mensais com a equipe para avaliar o cumprimento dos prazos e a adesão do público. A avaliação final será realizada com a aplicação de formulários de feedback (físicos e digitais) para os participantes externos e internos, medindo o impacto das ações na percepção identitária. Os dados colhidos serão consolidados no Relatório Final de Extensão do campus, alinhando-se estritamente com os critérios do item “Formas de avaliação” preenchido no sistema Sigproex.