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Campus:
CAMPUS CRATEUS
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Cineclube Terça Diversa: Telas de Gênero nas Escolas Públicas de Crateús
Área Temática:
Educação
Linha de Extensão:
Gênero
Data de Início:
17/08/2026
Previsão de Fim:
17/02/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
200
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
300
Local de Atuação:
Urbano
Fomento:
Edital Conjunto Nº 1/2026 PROEXT/PRPI/REITORIA-IFCE EDITAL DE CONCESSÃO DE BOLSAS DE EXTENSÃO E DE PESQUISA estudantis PARA OS NÚCLEOS DE GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL DO IFCE
Programa Institucional
Nenhum
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Crateús
Formas de Avaliação:
Relatório
Frequência
Debate
Formas de Divulgação:
E-mail
Folder
Convite
Articulações institucionais
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Antonia Karla Bezerra Gomes
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Antonia Karla Bezerra Gomes IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 17/08/2026 17/02/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 2800.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
Este projeto “Cineclube Terça Diversa: Telas de Gênero nas Escolas Públicas de Crateús” está relacionado à atuação do NUGEDS e ao Edital Conjunto Nº 1/2026 Proext/Prpi/Reitoria-Ifce Edital de Concessão de Bolsas de Extensão e de Pesquisa Estudantis para os Núcleos de Gênero e Diversidade Sexual do Ifce. O Cineclube Terça Diversa é um projeto de extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) – Campus Crateús. A ação cineclubista objetiva exibir filmes nacionais que discutam as questões de gênero, orientação sexual, raça e classe. Neste projeto, o Cineclube Terça Diversa exibirá curtas-metragens de documentário e/ou ficção para escolas da rede municipal, estadual e federal de Crateús. As obras abordarão temáticas que envolvem os direitos das mulheres, a diversidade de gênero e a valorização das identidades afrodescendentes e indígenas brasileiras. Após cada sessão, será realizada uma roda de conversa qualificada acerca das emoções e percepções dos espectadores. Compreende-se o cineclube como uma ferramenta pedagógica capaz de despertar os olhares das crianças, adolescentes e jovens, de forma lúdica, para o diálogo sobre a igualdade de gênero.
Justificativa
Por que e para que cineclube na universidade, na escola, na praça se temos as plataformas de streaming, se a TV já está em desuso e o cinema nos shoppings das grandes cidades é artigo de luxo? E ainda tem mais: para que levar o cinema para dentro dos muros dos espaços de ensino? Me perguntei ao escrever este projeto. Tudo ao meu redor me põe em crise. Pensar escola, cinema, educação, arte e as complexas relações de poder que atravessam os corpos femininos e dissidentes nos coloca diante de um cenário quase distópico. Essa crise provoca acreditar que o cineclube, essa ferramenta essencialmente pedagógica, pode ser força pulsante contra o pior do cinema comercial, que naturaliza violências de gênero, raça e classe, por exemplo. Pode ser delicadeza para despertar, provocar, emocionar olhares, corpos e consciências rumo à igualdade de gênero, ao respeito e à aceitação mútua. Pode ser riso; pode ser lágrima; pode ser abraço; pode ser conhecimento como processo de formação humana, de forjar sujeitos que repentinamente descobrem que percebem, e que percebem a realidade que os cerca e as estruturas patriarcais que os limitam. Estou em crise, não em risco de descrença. Embora existam os conglomerados do cinema comercial, embora existam os empresários da educação, ainda acredito nos esforços conjuntos que desafiam as impossibilidades. Fazer educação e cineclube é, justamente, acreditar no fazer coletivo que desafia a ordem hegemônica vigente. As possibilidades de aprendizagem através de filmes ficcionais ou baseados em fatos há muito vêm sendo desenvolvidas nas instituições de ensino formal e informal, sendo objeto de constante investigação. De acordo com Leivas (2010), pode-se dizer que, desde seu surgimento, o cinema foi percebido como ferramenta educativa; mesmo que o cinema não tenha como função principal educar, ele educa. Nesta proposta de projeto, não pensamos o audiovisual como mero complemento de aulas. Ao contrário, concebemos o cineclube como espaço de formação humana, como uma ação verdadeiramente educativa e uma trincheira de conscientização alinhada às lutas dos movimentos feministas. O cinema não é coadjuvante da formação, mas ator central. É a partir dele, em especial do cinema nacional, de documentários e ficções realizadas por mulheres e populações minoritárias em acesso aos direitos sociais, que realizaremos mostras de filmes, formação relacionada às práticas cineclubistas e debates sobre temas quase nunca pautados nas salas de aula cotidianas. Essa ação responde diretamente a uma urgência social e legal: a necessidade de capilarizar a Lei nº 14.164/2021, que alterou a LDB 9394/1996 para incluir a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher nos currículos da educação básica. Mais do que cumprir uma obrigatoriedade legal nas etapas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, o cineclube assume o papel de romper o silêncio. A partir das categorias de gênero, raça e classe, propomos dialogar sobre o trabalho doméstico e de cuidado, o machismo estrutural, a autonomia dos corpos, a violência psicológica, a vida, a morte, a política, as afetividades e tantos outros temas que atravessam a existência das mulheres negras, indígenas, periféricas e da diversidade sexual no Brasil. Fazer o cinema ecoar na escola é construir caminhos para que meninas e meninos aprendam, na prática e na sensibilidade da tela, que a igualdade é um direito e a não violência é um imperativo ético.
Público Alvo
Escolas da sede do município de Crateús para as redes municipal e estadual, alcançando crianças, adolescentes e jovens estudantes da rede pública de básica de ensino, nas etapas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Objetivo Geral
Promover a igualdade de gênero e a desconstrução de violências estruturais junto a estudantes da rede pública de ensino de Crateús, utilizando o Cineclube Terça Diversa como ferramenta pedagógica em consonância com as diretrizes da Lei nº 14.164/2021 (Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher).
Objetivo Específico
Exibir curtas-metragens nacionais (documentários e ficções) produzidos por mulheres e populações minoritárias, utilizando a linguagem audiovisual para pautar temas como o machismo estrutural, o racismo e a autonomia dos corpos nas escolas de educação básica. Realizar debates qualificados pós-exibição que acolham as emoções, percepções e vivências dos estudantes (crianças, adolescentes e jovens), transformando a experiência estética do cinema em um espaço coletivo de diálogo, acolhimento e respeito mútuo. Apoiar as redes de ensino municipal, estadual e federal de Crateús na implementação prática e lúdica do combate à violência contra a mulher, consolidando a parceria entre o NUGEDS/IFCE e as comunidades escolares locais no desafio à ordem hegemônica vigente.
Metodologia
Etapa 1 – Formação e divulgação (agosto e setembro de 2026) Realizar a formação pedagógica da(o) estudante bolsista, acompanhada de levantamento bibliográfico focado no cineclube como ferramenta político-pedagógica e nas teorias de gênero e feminismos. Selecionar as obras cinematográficas (curtas-metragens de documentário e ficção) alinhadas às temáticas de igualdade de gênero, interseccionalidade e diretrizes da Lei nº 14.164/2021. Elaborar o calendário de exibições e o formulário de inscrição para o agendamento das escolas parceiras. Contactar a Secretaria Municipal de Educação (SME) de Crateús e a CREDE 13 por meio de ofício formal, realizando o envio do calendário e do formulário de inscrição para a pactuação das agendas nas escolas das redes municipal, estadual e federal. Promover diálogos e reuniões com a SME, a CREDE 13 e as escolas parceiras para organização e sistematização da ação nas escolas. Promover a ampla divulgação do projeto nos canais oficiais do IFCE Campus Crateús, além de mídias locais (rádios, blogs e redes sociais). Etapa 2 – Interação Pedagógica (outubro e novembro de 2026) Execução do projeto junto às escolas públicas parceiras, com exibições semanais às terças-feiras (nos turnos da manhã e/ou tarde), totalizando 8 sessões ao longo do período. Realização de mediações qualificadas após exibição (ciclos de debates), estimulando o debate crítico, a escuta ativa e o acolhimento das emoções dos espectadores acerca da igualdade de gênero e do combate à violência contra a mulher. Etapa 3 – Avaliação e Relatório (dezembro de 2026 a fevereiro de 2027) Sistematizar e avaliar os dados coletados ao longo do projeto (número de estudantes beneficiados/as, fotografias e vídeos, fichas de frequência e percepções dos ciclos de debate). Elaboração e redação do relatório final de atividades para prestação de contas junto à Pró-Reitoria de Extensão (Proext).