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Campus:
CAMPUS CANINDE
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
YMBU CRIATIVO: IMPLEMENTAÇÃO DA INCUBADORA DE ECONOMIA CRIATIVA, POPULAR E SOLIDÁRIA DO IFCE CAMPUS CANINDÉ
Área Temática:
Trabalho
Linha de Extensão:
Sócio economia popular e solidária
Data de Início:
25/08/2026
Previsão de Fim:
25/02/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
20
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
40
Local de Atuação:
Urbano-Rural
Fomento:
-
Programa Institucional
Nenhum
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Canindé
Itatira
Madalena
Paramoti
Caridade
Formas de Avaliação:
Participação
Questionário
Relatório
Frequência
Pesquisa de Satisfação
Reunião
Trabalho em grupo
Debate
Formas de Divulgação:
E-mail
Folder
Articulações institucionais
Entrega presencial de convites
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Maria Artemis Ribeiro Martins
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Humberto Luiz Paz Nunes Filho IFCE Integrante Discente IFCE Não 4 25/08/2026 25/02/2027
Maria Artemis Ribeiro Martins IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 25/08/2026 25/02/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Povo Kanindé da Aldeia Gameleira Não
Povo Karão Jaguaribaras da Aldeia Feijão Não
Cooperativa Sertaneja FAPE Não
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O projeto tem por finalidade criar, formalizar e iniciar o funcionamento da Incubadora de Economia Criativa, Popular e Solidária do IFCE Campus Canindé como estrutura extensionista permanente, voltada ao apoio, à formação e à assessoria sociotécnica de empreendimentos criativos, populares e solidários, grupos sociobioprodutivos e iniciativas de base comunitária. No ciclo de seis meses serão realizados os procedimentos de institucionalização; a constituição e formação da equipe; a elaboração de instrumentos de gestão e incubação; o mapeamento e o diagnóstico participativo do território; a mobilização de comunidades e parceiros; e a pré-incubação de grupos-piloto. A metodologia articula educação popular, economia criativa, tecnologias sociais, interculturalidade, gestão social, pesquisa-ação participativa e Bem Viver. Espera-se instalar a governança da Incubadora, formar uma equipe interdisciplinar, consolidar uma rede inicial de cooperação e produzir diagnósticos e planos participativos que subsidiem a continuidade dos processos de incubação após fevereiro de 2027.
Justificativa
Os Sertões de Canindé constituem um território do semiárido cearense marcado pelo bioma Caatinga, pela variabilidade hídrica, pela presença expressiva da agricultura familiar, de atividades artesanais, culturais, alimentares, religiosas e de serviços, bem como por circuitos econômicos de pequena escala. Canindé exerce função de centralidade regional e mantém relações com Caridade, Itatira, Madalena e Paramoti. A produção da vida no território combina trabalho familiar, trabalho por conta própria, associações, grupos informais, redes de reciprocidade e iniciativas coletivas que nem sempre são reconhecidas pelos modelos empresariais convencionais. A diversidade social compreende trabalhadores rurais e urbanos, mulheres, juventudes, pessoas negras, pessoas com deficiência, artesãos, agricultores familiares, coletivos culturais e povos indígenas, entre os quais o Povo Kanindé da Aldeia Gameleira e o Povo Karão Jaguaribaras da Aldeia Feijão. Esses sujeitos produzem conhecimentos, técnicas, narrativas, alimentos, artes, serviços e estratégias de convivência com o semiárido. Sua participação requer escuta intercultural, respeito às formas próprias de decisão, proteção do patrimônio material, imaterial e natural, acessibilidade e reconhecimento dos direitos coletivos. Entre os desafios observados estão a informalidade, a baixa capacidade de investimento, as dificuldades de gestão associativa, a descontinuidade da assessoria técnica, a fragilidade de canais de comercialização, os custos de deslocamento, a desigualdade de acesso às tecnologias digitais e a fragmentação das políticas públicas. Há, simultaneamente, potencialidades concretas: feiras, associações, práticas agroecológicas, artesanato, culinária, memória, comunicação comunitária, manifestações culturais, conhecimentos sobre a Caatinga e redes locais de solidariedade. A lacuna central é a inexistência, no campus, de uma estrutura permanente e interdisciplinar que acompanhe essas iniciativas de modo integrado, participativo e continuado. A Incubadora poderá transformar demandas dispersas em planos de formação e assessoria, aproximar conhecimentos acadêmicos e comunitários, estimular tecnologias sociais, favorecer redes de cooperação e ampliar o acesso a direitos e políticas públicas, sem subordinar os coletivos a lógicas de empreendedorismo individual ou retirar-lhes a autonomia. Espera-se consolidar no Campus Canindé uma referência institucional permanente para o diálogo com iniciativas econômicas coletivas do território. A equipe deverá ampliar sua capacidade de trabalhar de forma interdisciplinar, participativa, ética e intercultural, enquanto estudantes terão oportunidades de formação vinculadas a problemas reais, articulando conhecimentos acadêmicos, saberes populares e compromisso social. Nos grupos participantes, são esperados avanços iniciais na compreensão da identidade coletiva, na participação democrática, na definição de prioridades, na organização do trabalho, no reconhecimento de custos e capacidades, na comunicação e no acesso a redes e políticas públicas. Como se trata de um ciclo de implementação de seis meses, não se presume autonomia plena ou aumento imediato e mensurável de renda; os resultados centrais serão a construção de confiança, diagnósticos compartilhados, planos realistas e início de processos sociotécnicos continuados. A inovação social residirá na construção coletiva de soluções adequadas à realidade do semiárido, capazes de integrar cultura, economia, tecnologias, cuidado ambiental e gestão democrática. Serão valorizadas iniciativas de mulheres, jovens, agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais, com proteção de conhecimentos e repartição justa de benefícios. Produtos e processos serão avaliados não apenas por sua novidade, mas por sua contribuição à autonomia, à inclusão, à justiça socioambiental e ao fortalecimento territorial. Os dados serão consolidados em relatórios técnicos, portfólio metodológico, mapas e registros de experiência, respeitando consentimento, LGPD e direitos coletivos. Os resultados poderão subsidiar materiais formativos, trabalhos acadêmicos, relatos de experiência, projetos de pesquisa e extensão e publicações, desde que as finalidades sejam informadas e autorizadas. A devolutiva às comunidades será parte obrigatória da sistematização, e o plano de continuidade indicará grupos, prioridades, parcerias, necessidades de recursos e metas para o ciclo seguinte.
Público Alvo
Comunidades tradicionais de Canindé e de Itatira, especificamente, empreendimentos criativos, sociobioeconômicos e negócios de base comunitária, na perspectiva da economia popular e solidária.
Objetivo Geral
Implementar e iniciar o funcionamento da Incubadora de Economia Criativa, Popular e Solidária do IFCE Campus Canindé, institucionalizando sua governança, formando a equipe e desenvolvendo processos participativos de diagnóstico territorial, mobilização e pré-incubação que fortaleçam empreendimentos criativos, populares e solidários, grupos sociobioprodutivos e iniciativas de base comunitária nos Sertões de Canindé.
Objetivo Específico
1. Cumprir os procedimentos de cadastro, validação, aprovação do regulamento, emissão dos atos institucionais, designação da equipe e organização administrativa da Incubadora. 2. Constituir equipe interdisciplinar e participativa, com presença de servidores, estudantes e parceiros sociais, definindo responsabilidades e fluxos de trabalho. 3. Realizar formação inicial em economia criativa, popular e solidária, educação popular, gestão social, tecnologias sociais, interculturalidade, Bem Viver e metodologias de incubação. 4. Elaborar instrumentos de gestão, diagnóstico, acompanhamento, avaliação, ética, consentimento, proteção de dados e salvaguarda de conhecimentos tradicionais. 5. Mapear iniciativas, empreendimentos, grupos, redes, políticas, equipamentos, conhecimentos e oportunidades presentes no território de atuação. 6. Produzir diagnóstico territorial participativo sobre condições econômicas, organizativas, culturais, ambientais, tecnológicas e formativas dos grupos prospectados. 7. Mobilizar comunidades, organizações e instituições por meio de comunicação acessível, escutas, rodas de conversa, visitas e oficinas. 8. Selecionar, de forma transparente e participativa, de dois a quatro grupos para o ciclo piloto de pré-incubação. 9. Construir com os grupos selecionados diagnósticos de maturidade e planos participativos de incubação, respeitando identidades, tempos, prioridades e formas próprias de organização. 10. Articular ensino, pesquisa, extensão e inovação social, ampliando a formação discente e a produção de conhecimentos socialmente referenciados. 11. Implantar sistema participativo de monitoramento e produzir relatório final do ciclo, plano de continuidade e agenda de incubação para 2027.
Metodologia
A metodologia articulará educação popular, pesquisa-ação participativa, incubação de empreendimentos solidários e construção sociotécnica. A demanda social será o ponto de partida, e a equipe combinará rigor técnico com diálogo de saberes, linguagem acessível, tempos compatíveis com o trabalho e a vida comunitária e mecanismos de decisão compartilhada. Serão utilizados pesquisa documental, cartografia social, visitas de campo, observação participante, entrevistas, rodas de conversa, círculos de cultura, oficinas problematizadoras, DRP, matriz de maturidade, estudo preliminar de viabilidade solidária, diário de campo, portfólio e sistematização de experiências. As fases serão adaptadas ao ciclo de implementação de seis meses. A Fase 1 compreenderá institucionalização e formação; a Fase 2 concentrará prospecção, sensibilização, diagnóstico e pré-incubação; e a Fase 3 iniciará uma incubação-piloto, limitada às ações viáveis até 25 de fevereiro de 2027. Os planos construídos orientarão a continuidade sob responsabilidade da Incubadora permanente, sem confundir o encerramento deste projeto com a desincubação dos grupos.