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Campus:
CAMPUS MORADA NOVA
Tipo da Ação:
Projeto
Título:
Treinamento Funcional e Saúde do Trabalhador: implementação e teste de um sistema de gestão do cuidado
Área Temática:
Tecnologia e Produção
Linha de Extensão:
Tecnologia da Informação
Data de Início:
01/09/2026
Previsão de Fim:
31/08/2027
Nº mínimo de pessoas beneficiadas:
10
Nº máximo de pessoas beneficiadas:
50
Local de Atuação:
Urbano
Fomento:
-
Programa Institucional
Nenhum
Modelo de Oferta da Atividade:
Presencial
Municípios de abrangência
Morada Nova
Formas de Avaliação:
Relatório
Frequência
Formas de Divulgação:
Redes sociais
Convite
Atividades Realizadas:
Nome do Responsável:
Braulio Nogueira de Oliveira
Equipe:
Nome Instituição Categoria Vínculo Receberá bolsa? Horas Semanais Dedicadas Início da Participação Fim da Participação
Braulio Nogueira de Oliveira IFCE Coordenador Docente IFCE Não 4 01/09/2026 31/08/2027
Guilherme Feitoza Castro IFCE Integrante Discente IFCE Não 4 01/09/2026 31/08/2027
Iara Ramos Brito Grupo de pesquisa e desenvolvimento TISE Integrante Sem vínculo Não 10 01/09/2026 31/08/2027
Pedro Victor Cavalcante Bezerra IFCE Integrante Discente IFCE Não 4 01/09/2026 31/08/2027
Thiago Felippe de Lima Bandeira IFCE Integrante Docente IFCE Não 3 01/09/2026 31/08/2027
Yasmin Carneiro Sousa Brito IFCE Integrante Discente IFCE Não 4 01/09/2026 31/08/2027
Parcerias:
Instituição Parceira Parceria Formalizada? Instrumento Utilizado Número do Instrumento
Orçamento:
Conta Valor
Bolsa - Auxílio Financeiro a Estudantes 0.0
Bolsa - Auxílio Financeiro a Pesquisadores 0.0
Diárias - Pessoal Civil 0.0
Encargos Patronais 0.0
Equipamento e Material Permanente 0.0
Material de Consumo 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física 0.0
Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica 0.0
Passagens e Despesas com Locomoção 0.0
Vínculos:
Ação Tipo
Apresentação
O projeto “Treinamento Funcional e Saúde do Trabalhador: implementação e avaliação de um sistema de gestão do cuidado” propõe a criação e implementação de um grupo regular de treinamento funcional destinado prioritariamente a trabalhadores e trabalhadoras da comunidade externa do município de Morada Nova, Ceará. A iniciativa articula práticas corporais, promoção da saúde, educação em saúde e desenvolvimento tecnológico, tendo como eixo estruturante a utilização de um sistema de gestão do cuidado em saúde desenvolvido no âmbito do projeto PROSAG. A proposta parte da compreensão de que ações de promoção da saúde por meio de práticas corporais não devem se restringir à oferta de sessões de exercício físico, mas precisam considerar o acompanhamento dos participantes, a identificação de suas necessidades, o planejamento das ações, o registro das atividades, a avaliação do processo e a reorganização das estratégias de cuidado. Nesse sentido, o grupo de treinamento funcional será constituído como um espaço permanente de interação entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), estudantes, profissionais e comunidade externa. Durante sua execução, o sistema de gestão do cuidado será utilizado como ferramenta de apoio ao acompanhamento e à organização das atividades, possibilitando sua avaliação em contexto real e a identificação de potencialidades, limitações e necessidades de aprimoramento. A proposta busca, portanto, estabelecer uma relação dinâmica entre extensão, ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, na qual as necessidades e experiências da comunidade contribuam para a qualificação da ação extensionista e, simultaneamente, para o aperfeiçoamento da tecnologia desenvolvida no âmbito institucional.
Justificativa
A promoção da saúde por meio da prática regular de atividades físicas constitui uma importante estratégia para o enfrentamento dos impactos associados ao comportamento sedentário e à insuficiência de atividade física. No contexto contemporâneo, marcado por transformações nas formas de organização do trabalho, aumento do tempo em atividades sedentárias e diferentes exposições físicas e psicossociais, torna-se relevante ampliar oportunidades de participação em práticas corporais acessíveis, regulares e socialmente contextualizadas. No âmbito da saúde do trabalhador, essa necessidade assume particular importância. Trabalhadores e trabalhadoras apresentam diferentes demandas relacionadas às características de suas atividades profissionais, jornadas de trabalho, condições de deslocamento, tempo disponível para lazer e acesso a espaços e programas de promoção da saúde. Dessa forma, iniciativas institucionais e comunitárias que favoreçam a participação regular em práticas corporais podem contribuir para ampliar as oportunidades de cuidado e promoção da saúde. Entretanto, a implementação de grupos de práticas corporais apresenta desafios que ultrapassam a organização das sessões de exercícios. O acompanhamento da participação, a caracterização dos usuários, o registro das ações, o planejamento das atividades, a identificação de necessidades e a avaliação contínua do grupo são componentes fundamentais para a organização de processos de cuidado mais sistemáticos. É nesse contexto que se insere o PROSAG, projeto voltado ao desenvolvimento de um sistema de gestão do cuidado em saúde para grupos de práticas corporais. A tecnologia foi concebida para apoiar processos de planejamento, acompanhamento, registro e avaliação das ações, buscando responder a necessidades identificadas na organização e gestão de grupos de promoção da saúde. A presente proposta representa a aproximação dessa produção tecnológica com uma situação concreta de extensão. Ao implementar um grupo de treinamento funcional na comunidade externa, o projeto cria um ambiente real no qual a tecnologia poderá ser utilizada, analisada e aperfeiçoada a partir das experiências dos sujeitos envolvidos. A relevância social da proposta está, inicialmente, na ampliação do acesso da comunidade a uma ação regular e orientada de práticas corporais. Entretanto, sua contribuição ultrapassa a oferta do treinamento funcional. O projeto pretende desenvolver uma experiência de cuidado que considere os participantes como sujeitos ativos do processo, reconhecendo suas necessidades, experiências e percepções para orientar a organização das ações. Do ponto de vista institucional, a proposta fortalece a função social do IFCE ao estabelecer uma relação direta com a comunidade externa e ao transformar conhecimentos produzidos no ambiente acadêmico em ações concretas de interesse social. Ao mesmo tempo, cria oportunidades de formação para estudantes, que poderão participar de processos de planejamento, intervenção, acompanhamento e avaliação em uma situação real. A articulação com a pesquisa também é fundamental. As informações produzidas durante a experiência extensionista poderão contribuir para compreender as condições de utilização do sistema, identificar necessidades de aprimoramento e produzir subsídios para novas etapas de investigação e desenvolvimento tecnológico. Dessa maneira, a comunidade não será compreendida apenas como receptora da ação, mas como participante ativa de um processo de construção e aperfeiçoamento de práticas e tecnologias de cuidado. No contexto local de Morada Nova, a proposta poderá contribuir para ampliar as possibilidades de acesso da população trabalhadora a práticas corporais orientadas e ações de educação em saúde, ao mesmo tempo em que aproxima o IFCE das demandas sociais relacionadas à saúde, qualidade de vida e bem-estar da população. Assim, a intervenção justifica-se pela convergência entre uma demanda social concreta — ampliar oportunidades de promoção da saúde por meio de práticas corporais — e uma demanda institucional e tecnológica — avaliar e aperfeiçoar uma ferramenta desenvolvida para apoiar a gestão do cuidado em grupos de práticas corporais. A proposta apresenta, portanto, potencial para produzir benefícios em diferentes dimensões: para a comunidade, mediante a oferta de práticas corporais e ações de educação em saúde; para os estudantes, por meio da formação prática e interdisciplinar; para os profissionais, mediante o apoio à organização do processo de trabalho; e para o IFCE, pela integração entre extensão, ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Público Alvo
O público-alvo direto será constituído prioritariamente por trabalhadores e trabalhadoras residentes ou atuantes no município de Morada Nova-CE, interessados em participar de um grupo regular de treinamento funcional e ações de promoção da saúde. Sugere-se estabelecer inicialmente uma capacidade de 30 participantes, permitindo a organização de um grupo com número adequado para acompanhamento sistemático e utilização do sistema de gestão do cuidado.
Objetivo Geral
Implementar um grupo regular de treinamento funcional para trabalhadores e trabalhadoras de Morada Nova-CE, utilizando e avaliando um sistema de gestão do cuidado em saúde como ferramenta de apoio à organização, acompanhamento e qualificação das ações de promoção da saúde.
Objetivo Específico
Implementar um grupo regular de treinamento funcional destinado prioritariamente a trabalhadores e trabalhadoras da comunidade externa. Promover práticas corporais e ações de educação em saúde relacionadas à saúde do trabalhador e à promoção de estilos de vida ativos. Utilizar o sistema de gestão do cuidado no acompanhamento dos participantes e na organização das ações desenvolvidas pelo grupo. Avaliar a aplicabilidade, utilidade e usabilidade do sistema no contexto de um grupo de práticas corporais.
Metodologia
O projeto será desenvolvido como uma ação extensionista de caráter participativo, tendo como eixo central a implementação de um grupo regular de treinamento funcional destinado prioritariamente a trabalhadores e trabalhadoras da comunidade externa de Morada Nova-CE. A proposta será desenvolvida de forma articulada ao projeto PROSAG, utilizando o sistema de gestão do cuidado em saúde como ferramenta de apoio ao acompanhamento dos participantes, à organização das atividades e à sistematização das informações produzidas durante a intervenção. A execução será organizada em etapas articuladas de planejamento, mobilização da comunidade, implementação das práticas corporais, utilização do sistema de gestão do cuidado, acompanhamento e avaliação. A metodologia buscará estabelecer relação permanente entre a equipe do projeto e os participantes, de modo que as necessidades, experiências e sugestões da comunidade possam contribuir para a organização das atividades e para o aprimoramento da tecnologia utilizada. Etapa 1 – Planejamento e articulação com a comunidade Inicialmente, será realizada a organização da equipe de execução, composta por docentes, estudantes e colaboradores vinculados ao IFCE. Serão definidos os espaços, horários, frequência dos encontros, estratégias de divulgação, procedimentos de inscrição e organização das atividades. A aproximação com a comunidade ocorrerá por meio de ações de divulgação e mobilização junto a trabalhadores, instituições, organizações e demais espaços sociais do município. No processo de inserção da comunidade no projeto, serão apresentados os objetivos, as características das atividades, a organização dos encontros e a forma de participação dos usuários. Antes do início das atividades regulares, será realizado um momento de acolhimento e diálogo com os participantes, destinado à apresentação da proposta, identificação de expectativas, levantamento de informações relevantes para a organização do grupo e discussão das condições de participação. Esse momento também permitirá adequar a intervenção às características e necessidades identificadas na comunidade atendida. Etapa 2 – Mobilização, inscrição e caracterização dos participantes A divulgação do projeto será realizada por meio de canais institucionais, redes sociais, materiais de divulgação e articulação com instituições e grupos da comunidade. Será estabelecida uma previsão inicial de até 30 participantes. Após a manifestação de interesse, os participantes serão cadastrados e receberão orientações sobre o funcionamento do projeto. Serão coletadas informações necessárias à caracterização do grupo e ao planejamento das atividades, incluindo dados sociodemográficos e informações relacionadas à participação em práticas corporais e às necessidades percebidas pelos próprios participantes. As informações serão organizadas de acordo com os procedimentos institucionais e éticos aplicáveis, sendo utilizadas exclusivamente para as finalidades previstas no projeto. Etapa 3 – Implementação do grupo de treinamento funcional Após a formação do grupo, serão realizados encontros regulares de treinamento funcional, conduzidos por profissional habilitado e/ou por estudantes sob supervisão docente. As sessões serão planejadas de acordo com as características e necessidades identificadas entre os participantes e poderão envolver exercícios destinados ao desenvolvimento de força, resistência muscular, mobilidade, equilíbrio, coordenação, agilidade e capacidade cardiorrespiratória. As atividades serão organizadas de maneira progressiva e adaptada às diferentes condições dos participantes, buscando garantir participação segura e adequada. A equipe realizará acompanhamento contínuo das atividades, observando participação, dificuldades, necessidades de adaptação e resposta dos participantes às propostas desenvolvidas. O treinamento funcional será compreendido não apenas como uma sessão de exercícios, mas como espaço de convivência, participação, promoção da saúde e desenvolvimento da autonomia para a incorporação de práticas corporais no cotidiano. Etapa 4 – Desenvolvimento de ações de educação em saúde De forma articulada às sessões de treinamento funcional, serão desenvolvidas ações educativas relacionadas à saúde do trabalhador e à promoção da saúde. Os temas serão definidos considerando as necessidades identificadas no grupo e poderão incluir atividade física, comportamento sedentário, autocuidado, hábitos de vida, recuperação e descanso, ergonomia, saúde relacionada ao trabalho, prevenção de agravos e estratégias para manutenção de uma rotina fisicamente ativa. Serão utilizadas estratégias participativas, como rodas de conversa, oficinas, diálogos orientados, dinâmicas e materiais educativos. A definição dos temas poderá ser ajustada ao longo do projeto a partir das demandas apresentadas pelos participantes. Etapa 5 – Utilização do sistema de gestão do cuidado Paralelamente à execução das atividades, será utilizado o sistema de gestão do cuidado em saúde desenvolvido pelo PROSAG. O sistema será incorporado ao cotidiano do grupo como ferramenta de apoio à organização e acompanhamento da intervenção. Conforme as funcionalidades disponíveis, serão realizados registros relacionados ao cadastro e caracterização dos participantes, frequência, participação, atividades desenvolvidas, ações educativas, planejamento e acompanhamento das ações. A utilização do sistema ocorrerá durante a rotina do projeto, permitindo verificar sua adequação às demandas concretas de um grupo de práticas corporais. Os estudantes e profissionais envolvidos serão orientados quanto à utilização da ferramenta e aos procedimentos de registro. O sistema não será utilizado como finalidade isolada da intervenção, mas como instrumento para qualificar a gestão do cuidado, apoiar o acompanhamento dos participantes e organizar informações necessárias ao planejamento e à avaliação das ações. Etapa 6 – Acompanhamento do grupo e gestão do cuidado O acompanhamento ocorrerá de forma contínua durante todo o período de execução. Serão observados aspectos relacionados à participação, frequência, permanência no projeto, desenvolvimento das atividades e demandas apresentadas pelos participantes. As informações registradas e as observações realizadas pela equipe serão utilizadas para subsidiar decisões relacionadas ao planejamento e à reorganização das atividades. Dessa forma, o processo de gestão do cuidado será estruturado a partir de um ciclo contínuo de planejamento, execução, acompanhamento, avaliação e reorientação das ações. Sempre que forem identificadas dificuldades de participação ou necessidades específicas relacionadas à organização das atividades, a equipe discutirá possibilidades de adequação da intervenção, respeitando os limites e objetivos do projeto. Etapa 7 – Avaliação da intervenção e do sistema A avaliação será realizada de forma processual, e não apenas ao final do projeto. Serão avaliadas simultaneamente a execução da ação extensionista e a utilização do sistema de gestão do cuidado. Na avaliação da intervenção serão considerados indicadores como número de participantes inscritos, frequência aos encontros, permanência no projeto, número de sessões realizadas, participação nas ações educativas e percepção dos participantes sobre a experiência. A avaliação do sistema considerará três dimensões principais: utilização, experiência dos usuários e contribuição para a gestão do cuidado. Na dimensão da utilização, serão observados o uso das funcionalidades disponíveis, a realização dos registros, a frequência de utilização e as dificuldades encontradas. Na dimensão da experiência dos usuários, serão analisadas a facilidade de utilização, clareza das informações, adequação às necessidades, utilidade percebida e sugestões de melhoria. Participarão dessa avaliação os estudantes e profissionais responsáveis pela execução e, quando pertinente às funcionalidades do sistema, os próprios participantes do grupo. Na dimensão da gestão do cuidado, será analisado se a utilização da ferramenta contribui para organizar informações, acompanhar a participação, planejar as atividades, registrar as ações desenvolvidas, identificar necessidades e subsidiar a tomada de decisão da equipe. Para essa avaliação poderão ser utilizados registros do sistema, formulários de avaliação, reuniões de equipe, rodas de conversa e momentos de feedback com os participantes e usuários da tecnologia.